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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Nascemos para correr demais: no TED!

Já recomendei pra vocês um livro incrível: "Born to run", de Christopher McDougall. Em português o título foi traduzido para "Nascido para correr". Confesso que eu me incomodei um pouco com essa tradução, porque se tem um esporte em que as mulheres têm chances como os homens, esse esporte é a corrida (de longa distância).  Por isso (e não só por isso) eu preferia que o título aqui no Brasil fosse "Nascemos para correr", que não ficaria só no masculino... Não vou entrar no mérito dessa discussão, mas se tem alguém que sabe falar sobre feminismo, esse alguém é minha amiga Ruth Manus, cujo discurso eu tive a oportunidade de assistir no TEDx, no final do ano passado. Graças a ela, comecei a assistir a alguns vídeos no site (ou app) do TED, cujo mote é "ideias que merecem ser compartilhadas".

No TED vocês podem ver palestras sobre tantos assuntos diferentes e tão interessantes e importantes! Assim como vi a palestra da Ruth que trata especialmente sobre feminismo, assisti a uma entrevista com a Melinda e o Bill Gates, sobre a fundação deles (antes que me perguntem como vai minha tese: fundação é tema da tese!). Como ouvi outro dia de um amigo: "o conhecimento é um só..."

E, trazendo o conhecimento pro tema do blog, descobri essa pérola que preciso compartilhar com vocês: um vídeo do Christopher McDougall, autor de Born to run, no TED!

O discurso dele (Are we born to run?) tem legenda em português! Ele fala por 15 min, muito rápido! O que significa que nesses 15min há muito conteúdo. E do bom! Vale muuuito a pena ver! Segue o vídeo:



Confiram meu post sobre o livro aqui (se gostarem do que ele fala, vocês precisam ler o livro!): http://www.porissoeucorrodemais.com.br/2013/08/queridos-nos-nascemos-para-correr.html

E para quem não conhece o TED, façam esse favor a vocês mesmos: https://www.ted.com

E pra quem não conhece a Ruth, o discurso dela no TED tá aqui: https://www.youtube.com/watch?v=4RbHzSRfoXo

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Minha primeira maratona

Sempre gostei de escrever, mas me faltava um mote sobre o qual eu pudesse “dis-correr”...

E por falar em correr... Acabo de fazer a inscrição para a maratona de Quebéc, no Canadá!

Faltam menos de três meses e cá estou, me recuperando de uma pancada no joelho que me custou duas semanas parada (custou também uns 90 reais que gastei numa sapatilha – já que trabalhar de salto estava fora de cogitação).

Talvez a minha história de preparação pra maratona estivesse precisando de certa dose de “emoção”...

Afinal de contas, nas aulas de Português (num passado quase remoto), aprendi que não há narrativas que se prezem destituídas de clímax. Ora bolas, bolhas e unhas pretas nos pés não representavam grandes “conflitos”, e foi aí que entrou a queda! Pra me fazer refletir sobre algo que eu poderia estar fazendo de errado? Pra instituir um descanso forçado? Ou simplesmente pra que eu aprendesse a me levantar, e ter paciência? Acho que de tudo um pouco.

Corro desde que me entendo por gente, mas treinar para uma maratona é diferente de apenas correr. Vou me arriscar a dizer que essa é uma experiência que influencia e determina todo o seu estilo de vida. A maratona estava no papelzinho que coloquei no pote de desejos do ano novo. A maratona estava nas manhãs que começavam mais cedo, na academia ou no parque, e também na grande maioria das noites em que eu escolhia não sair. A maratona havia virado até senha para ligar o computador. Ela já fazia parte de mim. E eu precisava fazer parte dela.

Cabe aqui um parênteses para que todos aprendam, de uma vez por todas, o que é uma maratona, em seu sentido literal. A Maratona é uma corrida com a distância oficial de 42,195 km. Seu nome surgiu a partir de uma lenda grega, em que o soldado ateniense Pheidíppides foi incumbido de percorrer a distância de aproximadamente 40 km que separava a planície de Maratona até Atenas, para lhes levar a notícia de que seu exército havia vencido o dos persas. Conforme essa versão, após cumprir essa missão, Pheidíppides  teria morrido de exaustão.

Na lenda, “morrer de exaustão” era literal. Acontece que na vida real, “morrer de exaustão” é uma ótima metáfora para a sensação que os maratonistas dizem sentir.

Se correr maratona fosse fácil, tava todo mundo correndo. Só que não! (acho graça nessa expressão)

Mas também não é que correr maratona seja a coisa mais difícil do mundo! Longe disso! Pelo livro que está na minha cabeceira (“Nascido para correr”, de Chistopher McDougall), descobri o mundo dos tarahumaras e dos ultramaratonistas. 160km, subidas, meio do mato, perigos da natureza selvagem, corridas no deserto, sob o sol escaldante, sobre o piso fervente... No mínimo, esses personagens reais eram loucos, penso eu! (mas como eu admiro e adoro esses loucos!)

Bom, já entrei nessa sensata loucura de querer correr uma maratona e agora vou tentar contar um pouquinho disso para vocês.

Espero encontrá-los aqui no blog, ou correndo por aí...