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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Run, babies, run!

É tão gostoso quando a gente ouve uma música pela primeira vez e gosta dela logo de cara...

Foi assim ontem, voltando pra casa. Cansada do trânsito, com vontade de largar o carro e ir andando (correndo se não fosse o salto), me peguei trocando uma rádio por outra, sem me satisfazer com nenhuma delas... de repente, ouço uma música diferente, me dizendo nada mais, nada menos do que “run, baby, run”. Peguei o finalzinho da música, mas graças ao gênio que inventou um aplicativo chamado “shazam”, consegui descobrir qual era a música, e hoje vim procurá-la.

É claro que, na música, o sentido de “correr” não era o da prática esportiva... mas aí é que está a grande sacada da palavra “correr” e de sua versão inglesa “run”: sua polissemia! Explico: polissemia = multiplicidade de sentidos de uma palavra ou locução.

Por causa desse fenômeno linguístico, nós corredores “ganhamos” algumas músicas. Mesmo que elas não tenham nada a ver com o nosso tipo de corrida, quando as ouvimos, sentimo-nos de certa forma homenageados!

Deixo agora a Sheryl Crow falar por mim, para prestar minha homenagem, de coração, a você aí que agora me lê.