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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Qual seu condicionamento financeiro?


por Vivi Figueiredo

Depois de explicar cada fase do condicionamento financeiro, agora é o momento de comparar todos os sapatos, entender a interação deles e decidir qual fôlego e preparo você deseja para a sua grana. 

É importante ressaltar que independente do estágio em que a(o) querida(o) esteja, os objetivos são os mesmos: utilizar a renda para saciar suas necessidades e os desejos particulares de cada um. 

Mas se engana quem pensa que o estágio de poupador (Esportista) e de investidor (Atleta) é um patamar de privações. Na verdade, isto ocorre apenas no início. O comprometimento é igual ao de uma pessoa que não faz atividade física faz tempo e resolve começar... Tudo é difícil: acordar cedo ou ter disposição no final do dia para malhar. As dores no começo são grandes e os benefícios do exercício ainda não apareceram. Mas depois que esse estágio é superado, tudo acontece naturalmente e não como uma obrigação, mas como um costume, um simples hábito. 

Claro que hábitos são muito difíceis de serem mudados, mas não são impossíveis. Por isso, a etapa de controle tanto do poupador quanto do investidor são apenas uma etapa para que eles consigam alcançar o que almejam em uma escala maior que o gastador (Amador) e o devedor (Sedentário), visto que fazem isso com seus próprios recursos e sem ônus. Portanto, conseguem atingir seus objetivos com mais tranquilidade e ter um universo maior de satisfações. 

A transição entre as fases não é nada fácil. Contudo, não dá para pular os degraus e sair por aí de sedentária a maratonista em 1 semana. Impossível. Para passar de devedor a investidor é preciso tempo, cautela e estudo. É melhor ir devagar e constante, do que cair da escada e quebrar o salto na primeira tentativa. 

Além disso, investir quando ainda está devendo é o pior dos cenários, os juros do capital investido, em geral são menores do que os juros da dívida. 

É necessário sair da condição de devedor (Sedentário), controlar os gastos, começar a ter sobra de capital para poupar e aí sim, investir. Da mesma maneira, entrar no mercado financeiro sem o mínimo de conhecimento, é jogar dinheiro no lixo, pois o despreparo pode trazer mais ônus do que bônus. É igual a praticar um exercício no nível avançado que você nunca praticou... você pode muito bem se machucar e quebrar uma perna. 

Quanto mais conhecimento, você entenderá melhor a dinâmica do mercado financeiro. Por isso, fica aí a dica do Bolsa Carteira! Vamos construir a sua fortuna!!


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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Qual é o seu nível de condicionamento?


por Vivi Figueiredo

Dizem que o autoconhecimento é a chave para o sucesso profissional e pessoal, e eu realmente acredito nisso. É preciso saber quem somos e quais são os nossos pontos fortes e fracos, para irmos atrás dos nossos objetivos. Muitas pessoas se perdem na vida porque fazem o contrário, primeiro conquistam o que acham que seria interessante para elas ou o que a sociedade ou os pais idealizam, e depois se tocam de que não tinha nada a ver. E, então, começam a estudar o próprio “eu”.

Para evitar que isso aconteça com você, ou melhor, com o seu dinheiro, vamos analisar qual é o seu condicionamento, isto é, qual a sua resistência, fôlego, capacidade de recuperação e força financeira!

Para desvendar em qual estágio você se encontra, vou detalhar as particularidades de cada um. Porém, para todas as fases uma premissa é certa: você sempre vai querer ganhar mais para saciar suas necessidades e desejos, em outras palavras, ganhar mais para gastar mais (OBA)!

Cada degrau apresenta necessidades diferentes e é justamente isso que mostra a evolução de condicionamento e o melhor preparo em lidar com o dinheiro.

Fase I: Sedentário e endividado

Sinônimo no Jargão Financeiro: Devedor

Frases: “Aff, sempre estou devendo a alguém”; “Não consigo guardar dinheiro”; “Se não puder parcelar eu não consigo nada”; “Eu não iria comprar, mas está em liquidação, sabe como é... é uma oportunidade”; “O shopping é o meu hospital”.

Condicionamento Físico: Sedentário, sem fôlego, sem disposição e sem qualidade de vida. Vive com dor de cabeça e dor no corpo.

Características básicas do Sedentário: Não consegue quitar suas dívidas no prazo, tem que pegar mais dinheiro emprestado, isto é contrair dívidas novas para se livrar das antigas. Na linguagem popular é o conhecido efeito “bola de neve”.

O “Sedentário e endividado” assim que acaba de pagar uma dívida, já planeja outra e para isso com certeza ele sabe planejar e se organizar. Isso acontece porque é este é o único jeito que ele consegue comprar um carrão (quem sabe um Camaro amarelo? Brincadeira!), um apartamento na praia, ou fazer aquela viagem inesquecível.

Teoria utilizada: Bike Theory -> Ganhou dinheiro, gastou, ganhou, gastou e assim a bicicleta vai andando, só que uma hora de tanto andar sem descansar, a energia do corpo acaba e o que acontece? Ou você tomba e rala o joelho ou você QUEBRA!

Isto acontece porque você sempre usa dinheiro emprestado, inclusive de familiares e amigos, como cartões de crédito, cheque especial, empréstimos. Acho que está na hora de encarar o espelho de frente, parar de se esconder, de arrumar desculpa, calçar o tênis e começar a se alongar.

Não fique triste! Você não está sozinho, são quase 61 milhões de brasileiros endividados (http://www.blogtecnisa.com.br/mercado/credito-pessoal-e-sinonimo-de-divida/) e aproximadamente 54% das famílias apresentam dívidas (http://elo.com.br/portal/noticias/ver/209182/ibge-5415-das-familas-estao-endividadas-.html).

Além do descontrole financeiro, outro grande erro de quem é Sedentário, é desconhecer ou desconsiderar as influências externas como inflação, juros, taxas e impostos... o que pode piorar o endividamento e prejudicar a negociação da dívida.

Queridos e queridas, se você não se encontrou nesse perfil, parabéns! Já é um ótimo começo, pois o sedentarismo causa doença, mas calma que nem toda pessoa que faz atividade física, ou melhor, que monitora o seu dinheiro, está bem condicionado. Qual será o próximo estágio? Podem terminar o alongamento que eu encontro vocês na hora de aquecer!


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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Saúde financeira e física


As melhores coisas da vida são de graça, como podemos ver nas propagandas de bancos e cartões de crédito, as quais contrapõem os simples prazeres da vida com aqueles que o dinheiro pode comprar.

Pra falar a verdade, as melhores coisas da vida dependem da aliança dessa contraposição.

Correr está aí nessa lista: não custa nada. Os parques, as praias, as ruas e calçadas são públicos. Um bom tênis de corrida, porém, custa. Um relógio com GPS e frequencímetro custa. Uma esteira, uma bicicleta ergométrica, pesinhos, uma bola e um colchonete custam. A academia custa. Mas, vamos fazer uma análise de custo benefício!

Cabe aqui uma reflexão sobre a saúde física e a saúde financeira.

De nada adianta você ter uma conta bancária sorrindo para você, se você não destinar parte dela para o seu bem-estar. 

Sabemos que a população brasileira apresenta altos índices de sobrepeso e obesidade. Estudos indicam, inclusive, que a médio prazo, estaremos alcançando os EUA, o país mais obeso do mundo.

É verdade que os confortos do dia-a-dia também aumentaram em grande escala. A televisão com controle remoto evita que levantemos para trocar o canal; o trio-elétrico do carro extinguiu as maçanetas internas para abrir as janelas; as escadas rolantes substituem escadas de concreto... 

Aaah, a tecnologiaaa! Equipamentos eletrônicos, antes mais inacessíveis, hoje são corriqueiros. No prédio em que moro tem uma piscina e uma quadra de futebol, que na minha adolescência, estavam sempre lotadas. Na época das férias escolares, então, nem se fale! Hoje, elas estão vazias. E a cena se repete nos prédios ao redor. 

Não há jovem que não tenha um smartphone, um computador, um videogame ou um tablet, e esteja conectado à internet 24 horas por dia, ou pelo menos, 7 dias por semana!

Isso tudo significa que as condições financeiras da população melhoraram, mas, por outro lado...

A porcentagem de brasileiros que praticam atividade física com regularidade é baixa e o índice de sedentarismo, alto! Aí moram perigos: doenças, mau-humor, baixa-estima, stress... os quais podem ser agravados para quem mora em uma cidade grande.

E aí, qual a vantagem de se ter uma boa saúde financeira, se isso não refletir em sua saúde física e psicológica?!

É aqui que entra a corrida...

Que outro esporte vocês podem praticar sozinhos, a qualquer hora do dia, em quaisquer condições climáticas, em qualquer lugar, a qualquer idade, e a um baixo custo?

Bem... “Por isso eu corro demais”!

(Um dos posts que escrevi para o blog Bolsa Carteira, da Vivi Figueiredo, que, apesar do sobrenome, é minha amiga!)