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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Testei o Asics FuseX para a Sport Life Brasil

De volta a São Paulo, de volta ao parque Ibirapuera, retomando treinos, retomando o blog, repensando em objetivos de vida (e, como não poderia deixar de ser, da corrida!)

Segue mais um bom tênis lindo que testei para a revista Sport Life. Obrigada mais uma vez pela oportunidade de fazer o teste, Amanda Preto!


sábado, 13 de fevereiro de 2016

Um livro sobre correr, amar e viver



Há tempos não escrevo por aqui... Não parei de correr, tampouco parei de escrever. Só sentia que não havia nada de tão especial para compartilhar por aqui a respeito de corrida.

Acontece que hoje acabei de ler um livro... a respeito de corrida, de autoconhecimento, de força, de família, de carreira, de gratidão, de tantos tipos de amor... um livro a respeito de amor à vida.

Chama-se "Num piscar de olhos" da Debs Aquino.

Já queria ler esse livro desde antes do lançamento. Por meio das redes sociais, acompanhei e acompanho suas lutas, corridas, as transformações de sua vida. E, finalmente, na minha visita ao Brasil, pude comprar.

Ela não me conhece, mas já faz tão parte da minha vida (e me faz tão bem). Ela é minha grande ídola (e olhem que eu nunca fui de ter ídolos no mundo das celebridades).






Eu e minha mãe no evento Corra pela vida
Conheci a Debs Aquino (@debsaquino) num encontro de mulheres corredoras, organizado por ela, pelas outras duas mulheres incríveis Gabi Manssur (@justicadesaia) e Paula Narvz (@correpaula), cujo mote era: #corrapelavida.

A Debs é uma pessoa incrível, com uma energia contagiante, com um carisma nato e com muito a ensinar a todos que correm, a todos que passaram, passam, ou têm pessoas próximas passando pelo câncer. Mas não só. A Debs tem muito a dizer para qualquer pessoa que busque uma vida de saúde, amor e felicidade.

Amei o livro. Amo a Debs. Já era fã. Virei ainda mais. Leiam! E pra quem puder: baixe o snapchat e siga essa pessoa apaixonante, que me faz companhia enquanto eu cozinho, lavo a louça... rs

Além do livro, do instagram, e do snapchat, o blog da Debs é mara! http://blogdadebs.com.br

Por fim, se algum dia ela vier a ler esse post: Obrigada, Debs, por ser uma "guru para a vida"!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Corre que esquenta!

Sábado foi dia de ir à Fátima rezar e agradecer por tudo.

Além de Fátima, passei por uma outra cidade portuguesa, chamada Tomar.

Lá visitei o maior Museu dos Fósforos da Europa, onde há cerca de 43 mil caixinhas... e o que isso tem a ver com o "Por isso eu corro demais"?

Bem... tem a ver que a corrida está em todo o lugar... até numa antiga caixinha de fósforo de origem portuguesa!


E assim como o fogo (acendido pelos fósforos) esquenta, a corrida também o faz!

Desejo a todos muita corrida para esquentar os dias frios (que por aqui chegaram)!

domingo, 5 de outubro de 2014

Lisboa Corre Pela Paz

Como havia lhes contado no post anterior, havia me inscrito na corrida de 10km "Lisboa Corre Pela Paz". E lá fui eu, no dia 28/09, com quase um mês de Lisboa, correr minha primeira provinha na cidade.

Eu não estava mais conseguindo acessar o site da corrida, mas consegui informações pela página deles no facebook. A corrida teria início na Avenida Liberdade, na altura do cinema São Jorge, junto à estação de metrô Avenida e terminaria ao lado do Museu do Combatente, junto à Torre de Belém.

Sem acesso ao site por algum problema do meu computador, eu não havia buscado meu número de peito e nem a camiseta. Apesar disso, na manhã seguinte tudo foi resolvido.

Dessa vez era eu e eu indo correr. As aulas do mestrado não haviam começado, e conhecendo pouca gente na cidade, não sabia de absolutamente ninguém que participaria desta corrida.

Era a primeira edição da referida prova e, quando cheguei ao ponto de largada, perto das 10h da manhã, percebi como éramos poucos inscritos. Como se não bastasse, eram poucos e bons!

Foi dado o tiro de largada e os corredores só me ultrapassavam, Senti por um momento que mesmo correndo em um ritmo abaixo de 6min/km, seria uma das últimas a cruzar a linha de chegada. Daí comecei a pensar: "O que é que vim fazer aqui?!" 

Mas já estava lá, o clima estava ótimo e eu aproveitaria a beleza do percurso.

Após a corrida, com a linda vista da Torre de Belém
Logo percebi que minha impressão inicial não fazia qualquer sentido. Ainda havia muitos corredores atrás e alguns ao lado... Ocorre que em certo momento, deve ter sido pelo km 3, percebi que eu e um senhor estávamos sempre um do lado do outro, correndo num mesmo ritmo. Era um desconhecido, mas de repente me vi dividindo aquele momento com ele.

Corríamos os dois naquela mesma passada e em silêncio, o qual resolvi quebrar quando passamos pela placa do km 9: "Só falta mais um!"

Ele pediu desculpas por estar correndo do meu lado e disse que era porque ajudava a manter o ritmo. Eu disse que não havia problema, e que ele também estava me ajudando muito!

Ao final, nos cumprimentamos e agradecemos a companhia um do outro.

Premiações da corrida "Lisboa Corre Pela Paz"

Premiações da corrida "Lisboa Corre Pela Paz"
Alho poró com ervilha, frango com
alecrim, alface, agrião e cenoura

Após a corrida, aproveitando que estava lá em Belém, que é distante de onde moro, aproveitei para comprar um merecido pastel de belém! Em casa, porém, para compensar o doce, fiz minha comidinha saudável! E assim tem sido um pouco da vida fora de casa...

domingo, 20 de julho de 2014

Correndo con las chicas

E não é que hoje é dia do amigo?! E sem querer querendo, passei não só o dia, mas o fim de semana com nove das mais queridas! 

Elas disseram que estavam levando roupa para correr... Achei legal, mas não botei tanta fé, afinal, sempre que viajo com a turma, acabo correndo, mas difícil que eles me façam companhia. Lembro de o Junior, o Picolé e o Val terem corrido uma vez comigo, e a Nana numa outra vez, mas isso deve ter sido em 2007/2008. Em todas as outras viagens, eles me apoiam, mas sempre acabo tendo apenas meu ipod e meu Garmin como companheiros... 

Mas não é que no sábado a Juju e a Tícia disseram que iam correr também?! E levaram suas camisetas de corrida (meu presente para incentivá-las a correr!) 

Juju, Tícia e eu. Créditos da foto para Martha Accurso.
Tícia, eu e Juju, sendo bobas. Créditos da foto para Martha Accurso.
Vendo a gente trocada, a Karen também se animou e logo foi nos encontrar! 

Eu só podia correr 3km e num ritmo tranquilo, de trote, por estar me recuperando de uma dorzinha no joelho. E então elas abraçaram minha quilometragem do dia. Corremos 3km e mais uns trocados, que garantiram a maior distância percorrida pela Tícia! :)

Para poupar o joelho da areia um tanto fofa e do declíve da praia, corremos num gramado do condomínio, mas em um curto trecho era preciso continuar pela praia. E lá estávamos nós quatro chegando. 

Karen, eu, Tícia e Juju, terminando a corrida. Créditos da foto para Martha Accurso.
Foto artística da Luciana Monteiro
No sábado à noite a Marininha e a Nana disseram que correriam na manhã seguinte. E, mesmo depois de um dia frio, acordamos num domingo de sol e céu azul! E eu tive companhia para os meus outros 3km!
Nana, Marininha e eu em uma sintonia de cores muito bem captada por Marilia Kotait.
Nana, Marininha e eu correndo.
Créditos da foto para Marilia Kotait.
Nana, Marininha e eu, terminando a corrida.
Créditos da foto para Marilia Kotait.
Tim Maia já dizia que quem não dança segura a criança. Lá, quem não correu, fotografou a corrida! E por isso, Marthinha, Lu e MK tiveram participações especiais!

Além de ter companhias agradabilíssimas, não senti dor no joelho! O Marcão me lembrou de continuar com o gelo e disse para correr 4km amanhã! Torcendo para que essa semana toda eu possa correr sem qualquer sinal de dor!

Fica aqui a minha homenagem às minhas amigas. Amigas para rir, correr, fotografar. Com elas eu corri feliz demais.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Corre, Brasil!

Dois dias de pausa nos jogos da Copa... Antes de ontem, depois da partida da Bélgica x EUA, fiquei pensando: 5 dos 8 jogos das oitavas foram para prorrogação. Isso significa ao menos mais 30min de bola em campo, ao menos mais 30min de "corrida" (caminhada, trote, tiros...)!


E então, não é preciso entender de futebol para eu concordar com meu pai quando ele diz que a FIFA deve rever as antigas regras do futebol como a de que cada time tem direito a apenas 3 substituições em cada partida, sem que haja novas possibilidades de troca para o tempo extra correspondente à prorrogação.

A título exemplificativo, cada jogador da Seleção do Brasil tinha per-corrido em média 8km804m no jogo de abertura, contra a Croácia, já, contra o Chile (cujo jogo foi para prorrogação), a média de corrida (per-corrida) de  cada jogador da Seleção brasileira foi de 11km390m.

Pensei no seguinte paralelo: lá está você treinando para correr uma provinha de 10km, para a qual alguém te inscreveu, mas no dia você descobre que aquela prova na qual te inscreveram é, na verdade, uma meia maratona! E você, na adrenalina da hora, se joga nos 21km! Além de você cansar além da conta, pois não estava fazendo um treino específico, aumentam as chances de você se machucar... E olha que a corrida é um esporte beeem mais tranquilo que o futebol!

O que fica de lição dessa Copa de prorrogações é que é muito importante definirmos objetivos no esporte que nortearam os nossos treinos, para que lá no dia das provinhas não tenhamos tantas surpresas a encarar!

Bom, tá tendo Copa e amanhã vai ter jogo do Brasil!

Amanhã cedinho vou fazer a minha parte: suar a minha camisa correndo. À tarde, é a vez da Seleção!

Boa noite, Brasil! Corre Brasil!

domingo, 11 de maio de 2014

Por ela eu corro demais

Preciso escrever sobre a (meia) maratona de Düsseldorf.
Preciso escrever uma entrevista que fiz antes de viajar.
Preciso escrever outros posts que estão parados no plano das ideias.

Mas hoje... ah, hoje o post é pra ela...
Pra dizer que mesmo com sono e com o nariz entupido, acordei essa manhã pra correr do lado dela. 
(E juntas corremos pelas crianças do Graac!)

Todo mundo tem a sua "melhor do mundo". 
Mas, além de ter a melhor do mundo, eu tive a sorte de ter a melhor pra mim.

E como só de pensar no que lhe escrever, meus olhos se enchem de lágrimas, troco as palavras por fotografias.




quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Conversa corrida com José Reynaldo Figueiredo

Hoje trago para vocês a primeira entrevista de muitas que publicarei aqui no blog!

Para começar, escolhi aquele que me apresentou ao mundo da corrida: José Reynaldo Figueiredo, o meu pai.

José Reynaldo Figueiredo, 55 anos, cirurgião-dentista, diretor técnico da Corpore Brasil, 12 maratonas completadas, mais de 60.000km rodados (1 volta e meia pela Terra)

Pai, quando você começou a correr?

JRF: Sempre gostei de jogar futebol, e para ter uma boa performance, eu vivia correndo. Mas a corrida entrou pra valer na minha vida quando entrei na faculdade. Em São Paulo, eu passei a acompanhar meu irmão Paulo no parque do Ibirapuera, para fazer “teste de cooper” (12min de corrida). Na época, nós dividíamos o Parque do Ibirapuera com carros e motos – algo inimaginável nos dias de hoje. Quando ia para Alfenas - MG, onde estudava, eu fazia treinos pela manhã, antes de ir pra aula. (No final da década de 70, não era comum correr pelas ruas sem um motivo aparente, especialmente no interior de Minas).


E depois da faculdade?

JRF: Bem, eu gostava muito de correr e ia para o Parque do Ibirapuera com um tio que se encontrava com um grupo de corredores, com o qual passei a treinar. Esse grupo foi, posteriormente, chamado de “Ibirapuera meio-dia”, devido ao horário em que treinávamos. Foi com o incentivo deles que corri minha primeira maratona, em 1985, em Santos.

Quais foram as suas maratonas?

JRF: Santos/85, Rio de Janeiro/86, Blumenau/90/91/99, Washington DC/92/93/97, São Paulo/96, San Diego/04, Disney/12, Québec/13.

Qual foi o seu melhor tempo? 

JRF: 3h20min, em 1992, em Washington DC (média de 4min45s/km)

E qual foi sua maratona preferida?

JRF: Não tenho uma preferida. A primeira foi especial, apesar de muito sofrida: largamos com 32o C. Em Washington DC fiz meu recorde pessoal. Em San Diego fiz minha inscrição na véspera e corri sem treino específico, mesmo assim foi ótima. Em 2012, uma semana antes eu estava na maca da fisioterapia e não tinha ideia se conseguiria correr, mas acabei fazendo um tempo muito bom. Em Québec, o percurso mais bonito e especial, porque corri do seu lado. 

A maratona é a sua prova preferida?

JRF: É a minha distância preferida e por isso eu gostaria de ter corrido mais maratonas.

O que te impediu?

JRF: Contusões, 4 cirurgias no joelho, 1 mestrado e 1 doutorado.

Quais são seus próximos desafios na corrida?

JRF: Já estou com passagem comprada para correr a maratona em Dusseldorf (Alemanha) ao lado do meu filho Lucas (será a primeira dele). Meu treinador, o Marcão, que mora na China, quer que eu vá correr em Xangai no final do ano. Verei se será possível. Agora, para o ano que vem, com 56 anos, a minha meta é correr os 56km da Two Oceans (prova na África do Sul que vai do Oceano Atlântico ao Oeano Índico). Parece uma boa combinação.

Como a corrida influencia a sua vida?

JRF: A corrida é a atividade física mais simples, barata e com resultados mais rápidos para a saúde. É meu tempo de colocar a cabeça em ordem. A corrida melhora minha condição física, me ajudando no trabalho, e é minha terapia. Na verdade, é o meu vício, mas é um “vício do bem”. 

Qual a sua opinião a respeito desse “boom” de corredores nas ruas, parques e academias?

JRF: Eu acho que chegou tarde, porque os benefícios da corrida são inúmeros. Eu me admiro com o fato de que isso tenha acontecido apenas agora. Nos Estados Unidos, década de 80, já se estimava que mais de 25 milhões de pessoas corriam regularmente. Ainda não temos nem 10% desse número de corredores, mas é inegável que o número aumentou. Só espero e desejo que isso não fique apenas como um modismo “para postar no facebook”.

Você tem alguma dica para quem gosta de correr?

JRF: Somando-se às dicas de praxe como fazer avaliação médica, controlar a alimentação e saber ouvir o seu corpo, é importante entender a corrida como muito mais do que uma mera atividade física. Ela também é uma tremenda atividade mental, e os benefícios dela advindos não se resumem a uma melhora em alguns minutos no seu tempo. Parafraseando James Fixx, não se preocupe com quantos anos a corrida vai aumentar em sua vida, mas com o quanto de vida ela vai aumentar em seus anos.

Você gostaria de fazer algum comentário final?

JRF: A corrida faz parte da minha vida. É quase tão importante como o meu trabalho. E fico muito feliz em ter passado isso para minha família, pois assim podemos correr juntos e compartilhar muitas emoções.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Minha história no site da Corpore

Corrida de 11km da Corpore
- Iguatemi Campinas
março de 2007
Após os 10km da São Paulo Classic, no ano passado, conheci a Jucélia, que trabalha no Marketing e na Comunicação da Corpore.

Recentemente ela sugeriu que eu contasse minha história na corrida para que ela publicasse no site da Corpore e lá está o começo da minha trajetória nesse mundo:

http://www.corpore.org.br/cws_exibeconteudogeral_5183.asp

Obrigada pelo espaço no site, Jucélia!

Obrigada por muitas das fotos, Watcha!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Entre-pistas; entre-vistas

Há uns anos, li um livro da Clarice Lispetor chamado "Entrevistas". Separando a palavra em duas, temos entre-vistas, o que faz todo sentido, pois ao ouvirmos experiências e opiniões (vistas) de quem está ao nosso redor, incrementamos o nosso modo de enxergar uma série de situações. Acrescentamos experiências dos outros às nossas próprias.

Por tudo isso, vou trazer, de tempos em tempos, entrevistas de gente como a gente, que corre e ama correr, que corre e cansa, que corre e se machuca, que se machuca e não aguenta ficar sem correr, que se recupera sempre, e que consegue conciliar uma vida corrida com a corrida em sua vida...

Vocês não perdem por esperar. Entre-pistas de corrida. Entre-vistas com corredores.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Aprendendo a andar


"Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade”

É assim que a Edson Marques começa um de seus textos (atribuído, equivocadamente, a Clarice Lispector).

Pois bem, essa é a essência do que quero lhes contar hoje.

Você já deu o primeiro passo ao querer mudar e incluir a atividade física na sua rotina.

Agora, não adianta achar que você sairá correndo por aí de uma hora para outra. Se você começou a sentir uma dorzinha no baço, ou fez uma bolha no pé, não desanime. A corrida é um esporte muito democrático, porque ela dá chances a todos. Não interessa quanto você pesa, quanto você mede, qual a sua idade, se você tem ou não uma boa coordenação… Na corrida, todos têm a sua hora e a sua vez!

Se você ainda estiver saindo de um estilo de vida sedentário, seria bem importante começar pela caminhada. E, quando começar a sentir que a caminhada está fácil, você tem a opção de começar a correr. Mas claro que você não deve começar de repente. Pode começar intercalando corrida e caminhada. Como já dito, o importante agora não é a velocidade que você imprimirá nos seus passos, mas a direção que decidiu tomar rumo a uma vida mais ativa, mais saudável e, naturalmente, mais feliz.

Para começar a ser mais ativa(o), você pode incorporar alguns hábitos diários:
  • passear mais com o seu cachorro (além de ser bom para ele/a, será um momento de movimento e relaxamento para você).
  • optar por andar a pé até a padaria, locadora (opa, hoje em dia elas quase não existem!), salão de beleza, ou até ao trabalho, dependendo da distância.
  • trocar o elevador pela escada – e ir andando se ela for rolante! (a não ser que, como eu, seu ortopedista tenha dito para evitar escadas, por conta da condromalácia patelar – comum em mulheres)
  • reserve no seu fim de semana momentos para passeios que lhe tirem do sofá, da mesa da cozinha, ou da frente da geladeira; vá a parques, museus, faça compras caminhando…

A caminhada é uma exelente atividade! Acontece que para percorrermos uma mesma distância, podemos concluir a atividade mais rápido se estivermos correndo, de modo que, na vida corrida que levamos, a corrida começa a se fazer interessante… Mas, não adianta ter tanta ansiedade. É primordial consultar-se com um médico. É essencial utilizar um tênis apropriado para caminhada ou corrida, dependendo de qual for o caso. É importantíssimo aliar a atividade aeróbica com exercícios de fortalecimento, para que você não tenha lesões.

Vamos dar os primeiros passos rumo ao investimento na nossa saúde?

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Saúde financeira e física


As melhores coisas da vida são de graça, como podemos ver nas propagandas de bancos e cartões de crédito, as quais contrapõem os simples prazeres da vida com aqueles que o dinheiro pode comprar.

Pra falar a verdade, as melhores coisas da vida dependem da aliança dessa contraposição.

Correr está aí nessa lista: não custa nada. Os parques, as praias, as ruas e calçadas são públicos. Um bom tênis de corrida, porém, custa. Um relógio com GPS e frequencímetro custa. Uma esteira, uma bicicleta ergométrica, pesinhos, uma bola e um colchonete custam. A academia custa. Mas, vamos fazer uma análise de custo benefício!

Cabe aqui uma reflexão sobre a saúde física e a saúde financeira.

De nada adianta você ter uma conta bancária sorrindo para você, se você não destinar parte dela para o seu bem-estar. 

Sabemos que a população brasileira apresenta altos índices de sobrepeso e obesidade. Estudos indicam, inclusive, que a médio prazo, estaremos alcançando os EUA, o país mais obeso do mundo.

É verdade que os confortos do dia-a-dia também aumentaram em grande escala. A televisão com controle remoto evita que levantemos para trocar o canal; o trio-elétrico do carro extinguiu as maçanetas internas para abrir as janelas; as escadas rolantes substituem escadas de concreto... 

Aaah, a tecnologiaaa! Equipamentos eletrônicos, antes mais inacessíveis, hoje são corriqueiros. No prédio em que moro tem uma piscina e uma quadra de futebol, que na minha adolescência, estavam sempre lotadas. Na época das férias escolares, então, nem se fale! Hoje, elas estão vazias. E a cena se repete nos prédios ao redor. 

Não há jovem que não tenha um smartphone, um computador, um videogame ou um tablet, e esteja conectado à internet 24 horas por dia, ou pelo menos, 7 dias por semana!

Isso tudo significa que as condições financeiras da população melhoraram, mas, por outro lado...

A porcentagem de brasileiros que praticam atividade física com regularidade é baixa e o índice de sedentarismo, alto! Aí moram perigos: doenças, mau-humor, baixa-estima, stress... os quais podem ser agravados para quem mora em uma cidade grande.

E aí, qual a vantagem de se ter uma boa saúde financeira, se isso não refletir em sua saúde física e psicológica?!

É aqui que entra a corrida...

Que outro esporte vocês podem praticar sozinhos, a qualquer hora do dia, em quaisquer condições climáticas, em qualquer lugar, a qualquer idade, e a um baixo custo?

Bem... “Por isso eu corro demais”!

(Um dos posts que escrevi para o blog Bolsa Carteira, da Vivi Figueiredo, que, apesar do sobrenome, é minha amiga!)

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Corrida pelo dinheiro



Falar de dinheiro não tem o mesmo Ibope que a novela das 21h, que a roupa must-have da estação, que o novo videogame, nem que o hotel 5 estrelas que acabou de inaugurar em um país exótico.

Porém para todos esses casos, é preciso de dinheiro para realizá-los. A palavra dinheiro vem com um peso intrínseco. Se o dinheiro tivesse idade com certeza teria uns 50/60 anos. Ele tem cara de meia-idade e soa responsabilidade.

Ao lidar com o dinheiro a expressão fecha, pois o assunto é sério... tão sério que às vezes fica chato. Sem contar que entender tudo relacionado à grana é complicado, e parece que é bonito ser complicado ou será que é para justamente não entendermos?

Fico na dúvida. E preocupada também. O desinteresse e o medo das pessoas de lidarem com o dinheiro as afastam de conquistar os seus sonhos e de viver o melhor que a vida tem a oferecer. Como alternativa a fazer seu dinheiro suado render, elas deixam que os bancos ou as gestoras de patrimônio cuidem dele, sem nem saber o que é aquele investimento milagroso nem se ele de fato está rendendo o que era esperado render.

Para ajudá-los a tomar as rédeas da sua grana e a construir as suas fortunas, eu, Vivi Figueiredo, estarei aqui no Por isso eu corro demais com matérias sempre leves e divertidas. Para início deixo um desafio: que tal definir uma distância a ser alcançada para seu dinheiro no ano de 2014? O que você quer com o seu dinheiro? Que ele se multiplique, certo? Mas em quanto e em quanto tempo? 3, 6, 9 ou 12 meses? Da mesma forma que definimos desafios de corrida, 5km, 10km, 21km, proponho uma corrida pelo dinheiro. Ou você vai ficar parado aí vendo a multidão passar e esperando ter começado hoje?




Instagram: @bolsacarteira_

Twitter: @VivisFigueiredo e @bolsacarteira_

domingo, 1 de dezembro de 2013

Atividade física e sustentabilidade

Dizem que a vida é cíclica... e que, às vezes, invertem-se os papéis...

Quando pequenos, eu e o Luquinhas pedalávamos no parque, acompanhando a corrida dos nossos pais.

(É o que conto no post "Como tudo começou": http://www.porissoeucorrodemais.com.br/2013/06/como-tudo-comecou.html)

Hoje, lá estavam meu pai e minha mãe de bike, na USP, enquanto eu corria 18km.

Todos têm pais, eu tenho parceiros

Foi meu treino mais longo após a maratona de Québec e, com orientação da minha nutricionista Débora Ferraz, hoje já levei um gel de carboidrato para tomar com 1 hora de corrida e outro para tomar ao final do treino (sempre seguido de água).

Aliás, meu treinador Marco Antônio Oliveira, já havia me dito que o gel Clif era um dos melhores, e que a empresa Clif Bar & Company preocuapava-se em preparar alimentos saudáveis, utilizando ingredientes orgânicos em todos os seus produtos, além de se preocupar com qualidade de vida e sustentabilidade do planeta.

Hoje fui conferir o site deles e descobri vídeos muito legais sobre esse trabalho da Clif Bar & Company!

 Vou deixar aqui para quem tiver a curiosidade! O vídeo tem 3 partes:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Nós não temos as mesma condições de uma empresa, mas, cada um, em seu dia-a-dia, pode fazer pequenas diferenças - pequenas maravilhas...

Na semana passada, peguei uma porção de papéis de rascunho do trabalho, montei 10 bloquinhos e saí distribuindo para meus colegas!

Espero que os vídeos acima motivem todos a buscarem uma vida mais saudável para si mesmos e para o planeta!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

La même histoire

batata doce na balança
Daniela sempre vinha me falar de seu progresso na corrida e na academia; e era visível como seus olhos tinham mais brilho e como ela estava emagrecendo.

Giovanna incorporou a atividade física na sua vida, fez uma dieta, ficou ainda mais linda e correu sua primeira provinha de 5km.

Vaine gostou das minhas marmitas nos dias de pós, comprou uma balança e sempre nos mandava fotos de batata doce.

Wilson, que treinava para o ironman, também resolveu criar seu blog.


Sidney correu sua primeira meia, fez várias provinhas de triathlon e já vislumbrou a possibilidade do ironman.

Nina me contou que seu pé direito estava doendo quando pisava, e queria melhorar para não perder o pique agora que começara a correr.

Nana após um treino no Ibirapuera
Luiza precisava trocar o tênis e me pediu dicas sobre marcas e modelos, e, além de voltar a correr, incentivou a sua mãe.


Carolina comprou um tênis roxo, disse que queria começar a correr e precisava da minha ajuda para progredir e se livrar das cãibras.


Nana viajara com sua família para prestigiar a mãe que correria uma maratona de revezamento em Búzios, gostou tanto que voltou me propondo que fizéssemos esse revezamento no ano que vem, e começou a treinar para 10km.


Lucas após a meia maratona de Rennes, França


Lucas foi pra festa, bebeu, pouco dormiu, e ainda assim, na manhã seguinte, fechou a meia maratona para 1h42min! 


Julia me contou que acordou mais cedo para correr e ainda por cima fez um amigo no Parque da Aclimação!


Renata disse que começara a ler meu blog diariamente, porque queria começar a correr, e hoje recebi seu email, contando que em sua humilde posição de "ex-sedentária", tinha corrido 18 minutos na esteira e estava feliz!



Martha pedalando




Martha tinha abandonado sua vida sedentária há uns 3 anos, acordava cedo para correr e aos domingos pedalava com o pai na ciclofaixa.


Luiz chegava na academia do prédio desanimado por ter que pedalar na bicicleta ergométrica, afinal, o joelho pedia um pouco de tempo.




Deep water running
Gabriel começou a sentir uma dor chata no joelho e me contou do deep running que havia começado a fazer, com orientação do Marcão, que agora também o treinava.


Marilia estava firme e forte no pilates, fez planos de voltar a pé do trabalho, mas os horários e as ruas da cidade de São Paulo deixaram os planos para um outro tempo...


Marcos, em Recife, fazia o caminho para o trabalho de bike, há 3 anos, e acabara de completar a maratona de Buenos Aires, fazendo sua segunda melhor marca nos 42,195km.

Nascido para correr, de Chistopher McDougall 


Daniel também tinha lido "Nascido para correr" e pensava em correr a maratona de Berlim, em 2015.


Marcio debutou em sua primeira maratona e agora se prepava para o desafio do pateta na Disney (meia maratona num dia e maratona no dia seguinte!)

Garmin 310 e acessórios





Ramiro, em Porto Alegre, descobrira o blog e também já não conseguia mais correr sem o Garmin...




Eu corria e assistia à corrida deles. Era personagem e escritora da minha própria história, e era um pouquinho personagem e escritora das histórias deles...

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

À prova d'água

Domingo passado foi dia de voltar a correr longuinhos... 14km em ritmo progressivo.

Eram 4km no ritmo de 6:20, 4km a 6:10, 3km a 6:00, e os últimos 3km a 5:50.

A Débora, minha nutricionista, me passou um café da manhã específico para esse treino:

Eu deveria tomar água de manhã, para me hidratar e ingerir o café da manhã 1 horas antes do treino.

Durante o treino ela disse para eu tomar 500ml de água fria/gelada, quantidade essa que coube perfeitamente nas minhas garrafinhas que comprei junto com aquele tipo de cinto.

Não havia encontrado para comprar um cinto desse tipo por aqui... Mas nos Estados Unidos, durante a viagem pós maratona, encontrei vários e escolhi um que ficava bem preso e não atrapalhava. Na parte de trás tem duas garrafinhas e um bolsinho em que cabe um celular; na frente, um bolsinho pequeno onde cabe uma chave, por exemplo.

Equipada com o cinto que tem suporte para garrafinhas d'água
Lá fui eu, me sentindo uma esportista equipada! Minha mãe começou correndo comigo. Fazia sol, mas o céu já dizia que a chuva viria... Na Praça da Marinha (também conhecida como praça do sino) perto da Marquise, passamos por árvores que pareciam uma pintura ao contrastar com aquele céu de um azul carregado com um quê de roxo. As flores eram de um rosa claro, quase branco, e o visual era tão perfeito naquele momento, que merecia um registro fotográfico. Acontece que o celular havia ficado no carro... 

"Deixa chover. Ah! Ah! Aaaaaaah! Deixa a chuva molhar"
(Deixa chover, Guilherme Arantes)
Continuei correndo e, no km 3, a chuva despencou. Chuva de primavera. Chuva de verão. Uma bênção vindo diretamente do céu. 

"Lá fora está chovendo, mas assim mesmo eu vou correndo..." (Que maravilha, Jorge Ben Jor)

Era engraçado ver as pessoas se escondendo sob locais cobertos. Mas não eu. Eu adorava aquilo ali! Fui fabricada à prova d'água. Mas e o Garmin?! Minha preocupação repentina foi com ele! Tirei do pulso e fui correndo com ele na mão. Depois coloquei no bolsinho do novo "cinto". Decidi voltar correndo com a minha mãe para o carro, e nessas alturas eu tinha percorrido apenas 4,9 dos meus 14km. Pensei em terminar na esteira, mas eu queria tanto correr naquela chuva deliciosa... Pausa para pensar. Para cantar. Para fotografar.

Fomos até o clube Ipê (ali do lado) e encontramos o meu pai, que me deu a melhor notícia: meu Garmin era SIM à prova d'água! Ao mesmo tempo, a chuva foi arrefecendo e eu já não tinha mais dúvidas de que queria terminar o treino no Parque Ibirapuera! (Na verdade, até gostaria que fosse debaixo de chuva!)

 "Na beira da lagoa foram ensaiar para começar o tico-tico no fubá..."
(O pato, cantado por João Gilberto)
Voltei ao parque encharcada dos pés à cabeça, mas apesar do peso que o tênis fazia, a corrida foi leve. Voltei ao local das árvores que pareciam pintura, e agora eu tinha o celular no compartimento do cinto, mas o céu havia mudado e toda a paisagem, apesar de linda, já não era a mesma. Apesar disso, foi demais ver o sol, ver a chuva, e novamente o sol.

Até encontrei um par de marrecos simpáticos que andavam determinados para se juntar a patos, gansos e cisnes. Foi bom. Foi muito bom correr por ali. 

Estreei minhas garrafinhas e aprovei! Elas permitem que o treino flua, porque não é preciso parar pra beber água no bebedouro! Dessa forma, é possível beber a água no momento certo, já que ela fica sempre ao nosso alcance! Para quem faz treinos longos, eu recomendo!


Findo o treino, pedi para uma moça tirar uma foto minha com o porquinho. Eu disse que era para um blog que eu escrevia. Muito atenciosa, ela, que era jornalista, perguntou sobre meu blog. Obrigada pelas fotos e pela simpatia, Márcia!

Ao final da corrida, somos todos porquinhos!

sábado, 12 de outubro de 2013

Desde os primórdios até hoje em dia, o adulto ainda faz o que a criança fazia!

E hoje, que é dia de criança, eu não podia deixar de trazer uma lembrança da minha infância...

Encontrei essa foto no álbum de 1994 e 1995, logo eu tinha 6 ou 7 anos e meu irmão tinha 4 ou 5.

Lá estávamos nós perfilados para uma corridinha infantil organizada pela CORPORE.

(No segundo post do blog, contei um pouco sobre como a corrida entrou na minha vida: http://correndodemais.blogspot.com.br/2013/06/como-tudo-comecou.html)

Estou à direita. A única menina dentre as crianças da foto. Ao meu lado está o Luquinhas, meu irmão.
"Há um passado no meu presente", como já dizia Milton Nascimento em sua música "Bola de meia, bola de gude".

Eu e meu irmão Lucas continuamos correndo. Ele está fazendo intercâmbio e amanhã irá correr a meia maratona de Rennes, na França! Meu orgulho!

"E a gente não se cansa, de ser criança, a gente brinca, na nossa velha infância", como a Marisa Monte canta em "Velha Infância".

E qualquer hora é hora para ser criança e começar a correr!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

E agora, José? A maratona acabou!

The dog days are over... Voltei a treinar de verdade!


Pois é... eu pensava que os dias de cão acabariam quando eu cruzasse a linha de chegada daqueles 42,2km, mas a verdade é que descobri que gosto muito de treinar. E esses 40 dias pós-maratona,  sem trabalho de força, com pouca quilometragem, e treinos intercalados com descanso... esses dias, vou contar pra vocês que foram um pouco “dog days”.

Senti algum tipo de vazio. “E agora, José? A maratona acabou!”
Uma crise de abstinência? rs

(Felipe Marcondes, no final você tinha razão! Os "dog days" seriam aqueles em que eu não estaria correndo!)

Bem, o que importa é que nessa semana o Marcão já colocou minha planilha! Na segunda, conversamos no skype. Terça corri na esteira, e quarta já comecei meu dia no parque Ibirapuera! Como foi bom respirar aquele ar puro, sentir aquele solzinho da manhã esquentando o corpo, e enxugar o suor escorrendo no rosto... Sim, the dog days are over! “Run fast for your mother, run fast for your father, run for your children, for your sisters and brothers”!



Mas e agora, José Reynaldo Figueiredo (vulgo pai)? Por ora, nenhuma maratona à vista! 

Em compensação, tenho novo objetivo e, mais uma vez, acho que vocês gostarão de me acompanhar. Talvez até mais agora, porque, afinal de contas, quem é que não tem como meta: EMAGRECER?!

Nessa esteira, o Marcão me indicou uma nutricionista esportiva, que é atleta profissional, treinou com ele e foi vice-campeã sul-americana de Cross, Vice‐campeã sul-americana dos 10000m e integrante de seleções brasileiras! Além de toda essa bagagem, a Debora Ferraz é uma daquelas pessoas doces, por quem é impossível não se ter empatia. Ela mora em Lins e vem para São Paulo de vez em quando,para ver atletas que acompanha. Foi numa dessas vindas que ela veio em casa, fez minha avaliação física e mil e uma perguntas.

E agora... tenho dois excelentes profissionais me acompanhando e monitorando sempre, por skype, por email, por mensagens no we chat... E ganhei mais uma planilha: aquela em que anoto as refeições e seus horários. É isso, acabaram os dias de cão (de dormir até mais tarde). Vida corrida mode on!

domingo, 29 de setembro de 2013

Por isso eu corro demais, só pra ficar tão bem!

Chegou a hora de fazer uma homenagem à música que deu nome ao blog: "Por isso eu corro demais", do Roberto Carlos.

Dedico ela a todos vocês que correm demais. (mas sem sofrer demais!) 

Com vocês, "Por isso eu corro demais", cantada pelo Roberto Carlos, pela Zélia Duncan (que é maratonista e também corre demais!), e pela Adriana Calcanhoto!

Taí, mais uma música gostosa para embalar as suas corridinhas!




quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Correr, cair, e levantar!

Fiquei de continuar a história dos “ossos do não ócio” (http://www.porissoeucorrodemais.com.br/2013/08/ossos-do-nao-ocio.html). Pois bem, aqui vem ela:

Desde que aprendi a andar, constatei que a queda eventualmente aconteceria quando eu estivesse em maior velocidade. Mas é claro que eu não me lembro de nada disso, e estou apenas supondo que tenha acontecido! rs

Desde que adotei a corrida como atividade física (e desse tempo tenho lembranças mais claras), “tropecei”, “escorreguei”, “caí de maduro”, “não sei o que aconteceu”. O fato é que vire e mexe estava eu com joelhos, pernas, e mãos raladas. Parecendo criança levada ou desastrada, que não fica quieta e vai tropicando em tudo quanto é canto. Boa notícia: do chão, ninguém passa!

Então chegou 2013 e com ele o sonho da maratona. Era véspera de dia das mães. Parque do Ibirapuera lotado. Meu treino seria de 7km, rodando num ritmo de 6min por km. Eu estava um pouco irritada com alguma coisa que já nem lembro mais o que era. Logo no começo quis imprimir uma velocidade desnecessária nas minhas passadas e, antes mesmo de completar 1km, tropecei, escorreguei, sei lá o que aconteceu, mas caí com tudo na terra. Senti uma dor de pancada muito forte no joelho esquerdo. Dessa vez não tinha sido apenas um joelho ralado. Sorte que minha mãe vinha correndo atrás e me ajudou a levantar e lavar o machucado. Foi impossível continuar. Voltei andando/mancando para o clube (pertinho do parque), para ir à enfermaria. Peguei gelo e logo minha mãe chegou (já tendo corrido 6km) para me levar pra casa. O joelho inchou, inchou, e ficou parecendo o joelho de um elefantinho! Passei o dia mancando, com uma faixa no joelho, e aquele humor de pessoa chata e carente. A verdade é que eu estava preocupadíssima com o fato de que enfrentaria uma maratona em menos de 4 meses. Quando meu pai chegou, falou para eu parar de supervalorizar tudo aquilo, e disse que não era caso de eu ir ao pronto socorro. Então tomei antiinflamatório, fiz gelo, e repouso.

Como contei no primeiro post do blog, essa queda surgiu como um clímax na minha narrativa, de modo a tornar o treinamento mais emocionante. (Já que não dava pra voltar atrás, melhor mesmo era pensar assim e aprender com os erros). Passei uma semana parada! Nem me aguentava mais em mim. Cinco dias depois, ainda com o “joelho-bola”, fui ao PS fazer um raio X. Não era nada! Claro que meu pai disse: “Eu não disse?!” (Mas eu precisava dessa certeza para me despreocupar).

Na semana seguinte voltei aos treinos: caminhada! Na outra, já podia intercalar corrida e caminhada. E na seguinte, voltei a correr. O joelho ainda dizia que estava lá, mas foi gradualmente melhorando... Foi nesses momentos que eu compreendi o quanto gostava de correr e o quanto eu queria correr essa maratona (que chegará em 11 dias)!

Aproveitei o meu “repouso forçado” para descansar, para tirar fotos do parque Ibirapuera, e para recuperar meu pé das terríveis bolhas.

Elas eram outro “osso do ofício”. Para evitá-las, sempre paramentava as laterais internas do pé com micropore, o que ajudava um pouco, mas não muito. Meu treinador falou que passar vaselina no pé ajudava, e também sugeriu que eu procurasse algo apropriado naquelas lojas de palmilhas. Comprei um apetrecho de silicone feito para quem tem joanete, mas que se encaixava pelo dedão e cobria exatamente a parte do meu pé direito que ficava vulnerável às bolhas. A moça da loja disse que aquilo poderia me ajudar. Usei por um tempo e gostei do resultado. Protegia. Até que senti um incômodo no pé no primeiro treino um pouquinho mais longo que usei o apetrecho, e resolvi abandoná-lo. 


As bolhas continuavam lá. Finalmente, fui tentar a vaselina. Essa ajudou! O ótimo solado do meu tênis novo (usado para os treinos longos), e a podóloga que deu um trato nos meus pés (http://www.porissoeucorrodemais.com.br/2013/06/meus-pes-meus-queridos-pes.html), também contribuíram. E é com extrema alegria que eu lhes declaro que: as bolhas praticamente deixaram de ser “ossos”! rs