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quarta-feira, 26 de março de 2014

Um pouquinho de nutrição, por Marcela Kotait

Ontem ouvi a entrevista de uma amiga nutricionista e gostei tanto que precisava compartilhar com vocês!

Só pra dar o gostinho... seguem algumas coisinhas do que ela nos diz:

"- Você acredita nessa frase, que a gente é o que a gente come?
- Não, eu acho que a gente é muito mais do que o que a gente come. E acho que comer é uma parte muito importante, mas não pode ser a parte mais importante da nossa vida."

(...)

"- O que a gente vê hoje é essa avalanche de produtos novos e suplementos alimentares que muitas vezes não se adéquam ao meu organismo. Então, a gente sabe que existe essa exposição muito grande de novos produtos por pessoas não sempre capacitadas, e a gente sabe de muitas histórias de efeitos colaterais. Então, tem muita gente que acaba seguindo essas pessoas pelo instagram, por qualquer outra rede social, e que depois acabam tendo prejuízos importantes pra saúde."

Com a palavra, Marcela Salim Kotait:

domingo, 1 de dezembro de 2013

Atividade física e sustentabilidade

Dizem que a vida é cíclica... e que, às vezes, invertem-se os papéis...

Quando pequenos, eu e o Luquinhas pedalávamos no parque, acompanhando a corrida dos nossos pais.

(É o que conto no post "Como tudo começou": http://www.porissoeucorrodemais.com.br/2013/06/como-tudo-comecou.html)

Hoje, lá estavam meu pai e minha mãe de bike, na USP, enquanto eu corria 18km.

Todos têm pais, eu tenho parceiros

Foi meu treino mais longo após a maratona de Québec e, com orientação da minha nutricionista Débora Ferraz, hoje já levei um gel de carboidrato para tomar com 1 hora de corrida e outro para tomar ao final do treino (sempre seguido de água).

Aliás, meu treinador Marco Antônio Oliveira, já havia me dito que o gel Clif era um dos melhores, e que a empresa Clif Bar & Company preocuapava-se em preparar alimentos saudáveis, utilizando ingredientes orgânicos em todos os seus produtos, além de se preocupar com qualidade de vida e sustentabilidade do planeta.

Hoje fui conferir o site deles e descobri vídeos muito legais sobre esse trabalho da Clif Bar & Company!

 Vou deixar aqui para quem tiver a curiosidade! O vídeo tem 3 partes:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Nós não temos as mesma condições de uma empresa, mas, cada um, em seu dia-a-dia, pode fazer pequenas diferenças - pequenas maravilhas...

Na semana passada, peguei uma porção de papéis de rascunho do trabalho, montei 10 bloquinhos e saí distribuindo para meus colegas!

Espero que os vídeos acima motivem todos a buscarem uma vida mais saudável para si mesmos e para o planeta!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O dia em que virei maratonista – parte 3

No início do ano, meu pai disse uma frase que se tornou a minha favorita sobre a maratona:
“A primeira metade é do cientista e a segunda, do artista.”

Eu já havia corrido os meus bem conhecidos 21km com a cabeça, administrando ritmo, hidratação e suplementação, e até mesmo a emoção. Agora chegara a hora de correr com o coração...

O Maurício, pai da minha amiga Mari Vilella, já havia corrido a maratona de Québec, e me alertou para que eu fosse preparada para correr duas provas, porque depois da metade, a temperatura subiria muito. Meu treinador, Marco Antônio Oliveira, disse que, além disso, eu teria subidas para enfrentar. Por esses motivos, ele dizia que a maratona de Québec não era uma prova fácil – ela não era nada favorável para quem buscava performance. Mas como eu só buscava completar a minha primeira maratona sem sofrimento e não estava preocupada em “fazer tempo”, não haveria problema.

Assim, eu que corria num ritmo médio pouco abaixo de 6min por km, senti a mudança de dificuldade da prova pelo km 24, onde começaram as subidas. Em paralelo, meu ritmo caiu.

Não importava. Eu havia chegado até ali e não tinha nenhuma marca para superar, a não ser a da distância. A toda hora eu pensava no meu treinamento e no que vocês escreveram pra mim. Pensava em todos que me deram exemplo, e nos que disseram que meu blog estava estimulando-os a praticar esportes. Por várias vezes cantei internamente “Don’t stop me now”, do Queen, que a Marcela Camargo me mandara antes de eu embarcar:

“Cause I'm having a good time having a good time. I'm a shooting star leaping through the sky. Like a tiger defying the laws of gravity. I'm a racing car passing by like Lady Godiva. I'm gonna go go go. There's no stopping me. I'm burning through the sky Yeah! Two hundred degrees. That's why they call me Mister Fahrenheit. I'm trav'ling at the speed of light”


Tá bom que eu estava beeem longe de estar na minha melhor velocidade (quem dirá na velocidade da luz! rs), mas eu estava aproveitando muito aquele momento, como eu me propora desde início da viagem.

Cada subidinha vencida era uma pequena conquista. Em alguns momentos batia maior cansaço e eu andava um pouquinho, mas daí queria logo continuar correndo, e continuávamos. Lembrei também do vídeo que a Tauanna me enviou na véspera, dizendo que tinha certeza que eu conseguiria e que em nenhum momento duvidara. Ela também dedicou pra mim a música “Pumped up kicks”, que ela sabia que eu gostava, porque dizia: “You better run, better run faster than my bullet”.

Olhei para as minhas unhas vermelhas (que sim, duraram bem até lá! Obrigada, Isabel!) e pensei: “aaah, eu sou poderosa!” rs. Ou como já diria a querida blogueira Giselli Souza, “sou uma diva que corre!” Lembrei-me da Giselli, da Aurea Bisan, e da Bia Ramos, que também nesse ano tinham completado sua primeira maratona.

Pronto, eu tinha reunido todos os pensamentos positivos do mundo! A essas alturas, minha mãe já teria acabado os 21,1km dela e eu ficava feliz por ela, que estaria nos esperando na chegada. Eu tinha meu pai ao meu lado, me apoiando a cada vez que eu ameaçava cair no choro. Era muita emoção concentrada em uma pequena pessoa só!

Km 25, km 27, km 30... eu já tinha feito todos esses treinos! Era tudo conhecido, cansava, mas eu já havia passado por eles. E mais uma vez eu estava deixando esses quilômetros pra trás, gastando a sola do tênis e ganhando mais quilometragem na vida. (Como meu pai brincou comigo depois, eu era uma mulher “rodada”! rs)

Já vínhamos subindo há um bom tempo. As subidinhas mais íngremes cansavam, mas o que pegava mesmo era a subida sutil que parecia não ter fim.

Foi então que no km 30 senti minhas coxas queimando! Bom, eu não conhecia o que viria a seguir. A partir daí, cada passo a mais era recorde! Eu poderia até parar por ali, que eu já teria tido uma conquista pessoal. Só que não! Cansaço era inevitável nessa altura do campeonato, mas como ele não estava me causando sofrimento, continuei correndo. Faltavam só mais 12km. Eram duas voltinhas na pista externa do Ibirapuera!

Cruzamos uma longa ponte sobre o rio. E por algum tempo não tivemos torcida. Algumas pessoas passavam pedalando em uma ciclovia que ladeava a larga faixa reservada à corrida. Éramos apenas nós corredores, nosso suor e nosso silêncio, o qual eu muitas vezes cortava com uma espécie de choro seco ou um esquisito grito que vinha de dentro. Do âmago. Como se minha energia tivesse sido concentrada no desenlace de um golpe conciso. De certa forma, isso me aliviava.

Não recordo das passagens exatas em que tomei os géis de carboidrato. Mas, após o primeiro, segui mais ou menos o intervalo de 45min entre um e outro, como o Marcão tinha me dito, e como eu já tinha experimentado nos treinos de 30km. Aliás, fiquei muito feliz por ter levado aqueles 3 géis no bolso, já que na prova eles entregaram um gel roxo de sabor bem ruim! (além de que vinha num copinho, então não tinha como guardar pra depois). Eu estava super feliz com o meu gel CLIF de raspberry - docinho que só ele!

Outra coisa legal que eles entregavam pelo caminho eram esponjas encharcadas de água. Esponjas azuis, amarelas e roxas também. A gente pegava aquela esponja macia e apertava nos braços, na nuca, no rosto, e até nas pernas. Era o céu! Tivemos esse refresco ao longo dos km 20, 27, 32 e 40.

Além das águas, dos isotônicos, dos géis, e das esponjas, eles estavam entregando banana no km 27. Comi um pedaço e guardei o resto no bolso. Logo resolvi jogar fora, porque queria meus bolsos livres e não tinha vontade nenhuma de comer. Eu só tinha sede! No km 34, foi a vez da laranja, e aquele pedaço cheio de suco foi muito bem vindo!

Nos quilômetros finais, alguém me cutucou e passou por mim: era a minha colega do tênis xará. Todos aqueles corredores ao nosso redor eram estrangeiros desconhecidos, mas éramos complacentes, pois dividíamos aquela experiência incrível da maratona. Os estrangeiros desconhecidos que estavam torcendo também me passavam algo de bom. Algo de muito bom. Era como se eles representassem uma extensão das pessoas que torciam por mim na maratona da vida. (Ok, ficou meio cafona isso, mas, quando se está emocionado, é isso que acontece: ficamos meio brega! rs)

A coxa já não queimava mais, mas eu estava cansada. Bem cansada! Naaada mais natural pra quem já estava correndo há tanto tempo! Meu pai olhou o relógio e adivinhei que eles estava fazendo os cálculos de tempo pra fecharmos a prova. - Você acha que por volta de 4h30 tá bom? - ele perguntou.

Eu disse que estava maravilhoso, que eu só queria chegar! Faltava pouco. Vi uns corredores que haviam acabado a prova e andavam nas calçadas, no nosso contra fluxo. Eles estavam com suas medalhas no pescoço e eu disse: “Vamos buscar aquela medalha!”

No meio da prova, algumas pessoas voluntariam-se para serem “coelhos”. Eles devem carregar uma plaquinha em que diz o tempo em que terminarão a prova. No início da maratona, estávamos próximos da coelha de 4h15. (Ela tinha orelhas e até tinha um pompom no shorts!) Agora ela passava por nós e eu já me conformara em não acabar a maratona naquele tempo.

Eu me sentia completamente viva e ficava impressionada com tudo que já havia percorrido. Não era fácil, mas, pensando bem, até que maratona era bem possível! Eu estava ali e estava conseguindo! Ao mesmo tempo, porém... as costas doíam, as pernas já haviam se acomodado com um passo lento, a lateral do tronco doía, eu não via a hora de chegar a próxima água... “Pai! Essa tal de maratona é foda!!” Com o perdão da palavra, mas esta era insubstituível naquela situação. Quem já correu maratona me entenderá!

Aliás, ainda bem que lá no meio da corrida e da torcida ninguém falava português, porque mais de uma vez, eu, com toda minha fineza, precisei descarregar um palavrão! Não tinha jeito! Qualquer construção linguística apresentável era complexa demais para aquele momento em que você é apenas um corpo e um turbilhão de sensações.

Faltavam 4, 3, faltavam 2km pra eu me tornar uma maratonista. Posto de hidratação à vista. Tomei o gel de gosto ruim que eles distribuíam, mandei pra dentro dois copinhos de água e um de isotônico. Tudo errado em termos de logística, porque muita água assim atrapalha a performance. Mas eu já não estava correndo como uma cientista e sim como uma artista, tirando forças sabe-se lá de onde. Eu só podia ser uma louca pra estar ali! Pra ter escolhido estar ali! No auge desse cansaço até disse pro meu pai que nunca mais correria outra maratona!

Não tive dores conhecidas: o joelho avisou que estava lá, mas tão logo chiou, logo ficou quietinho. A canela nunca mais soube o que era canelite. Nenhuma cãibra veio visitar minha panturrilha. O incômodo que eu sentia no peito do pé, semanas antes da viagem, desaparecera. As bolhas estavam em número muito pequeno para causar qualquer alarde. Em compensação... as costas e ombros reivindicaram seu direito de atenção! A lateral do tronco, que nunca comparecera aos treinos, resolveu causar estardalhaço! Faltava 1km e eu agradecia por meus ossos ainda estarem no devido lugar!

Já nem pensava mais. 200m e eu podia ver a linha de chegada. Meu pai me deu a mão e me puxou, literalmente. Corremos de mãos dadas. 100m. Os 100m mais longos da minha vida! Nem havia como sonhar em dar um sprint final (que eu já aprendera com o Marcão que não era certo, porque causava lesão). Contanto que eu continuasse correndo, eu chegaria. Ouvi alguém gritando o meu nome (havia lido no meu número de peito). Deu-me a força final. Mãos dadas com meu pai. Só mais um passo. Um pequeno passo para uma mulher. Um grande salto para a nova mulher. 

Stop. A vida parou. Ou foi o Garmin?
(Drummond, peço a sua licença para trocar o automóvel pelo Garmin!)

E então eu pisava no tapete vermelho que se estendera. Meu pai me levantou no ar e achei que aquele abraço iria me destroncar! rs Havia uma espécie de grade separando corredores de torcedores, e ali do outro lado: a minha mãe! A mais linda!

A parte de tirar uma foto do momento da chegada não funcionou tão bem. Minha mãe estava dando a volta, meu pai foi atrás dela e disse para eu esperar ali! Ali!!! E eu só queria a próxima água!...Esperei. Eles chegaram. Flash! Flash! Flash!

Só faltava "ela"... continuamos andando para buscá-la. E ela era minha. Merecidamente minha!
A medalha número 1 da tia Marina!


Galeria de flashs e números:






Alguns números que dizem bem menos do que as fotos e as palavras, mas todo mundo gosta de saber deles:
Meu número de peito: 1088 (Acabando com o ano do meu nascimento... achei demais!)
Distância percorrida: 42,540km (345m além dos oficiais 42,195km da maratona)! 
Tempo marcado no Garmin: 4h30min04s. 
Tempo oficial registrado pelo chip: 4:30:15.
Classificação por faixa etária (F 18-29 anos): 43/78
Classificação por sexo: 212/345

Por fim, para que vocês possam verificar cada um dos meus quilômetros, bem como a elevação do terreno; e para comprovar que eu estava lá e realmente completei a maratona (rs), segue o link do meu Garmin:

http://connect.garmin.com/activity/374763285




P.S: Lucas, meu irmão querido, vc não podia faltar aqui, porque pensei muito em você durante toda a maratona. Agora eu vou ter que voltar atrás do que disse no apogeu do meu cansaço... QUERO SIM CORRER OUTRAS MARATONAS! Não tão breve, mas quero! Topas me acompanhar? 

domingo, 14 de julho de 2013

Meu primeiro treino de 30km

Não coloquei o despertador pra tocar. Acordei às 7h30. Lá fora já estava sol e quente. O sol não me daria trégua...

Café da manhã: uma banana pequena, duas fatias de pão integral light com queijo branco, e uma xícara de chá quente. Quente é um detalhe importante se você vai sair para um treino longo e não quer ter que parar no meio pra ir ao banheiro... Pois é, detalhes assim ninguém gosta muito de falar, mas são importantes.

Preparativos: shorts, top, camiseta, meia, boné, óculos, Garmin carregado, frequencímetro, ipod carregando. Protetor solar, vaselina no pé (tem me ajudado muito a evitar bolhas), micropore em baixo do top/frequencímetro, frente e costas (ajuda a não machucar pelo atrito – para o caso de treinos longos).

Ontem o Marcão me desejou boa viagem, porque 30 deixava de ser treino, para ser viagem. E certamente foi, tanto que saí de mochila (Camel Bak).

Na Camel Bak: água e 2 géis de carboidrato, para hidratação e suplementação durante o treino.

Local: Parque do Ibirapuera.

Início da viagem: 9h30 (quando o trânsito estava tranquilo, porque o grosso do povo paulistano ainda dormia).

Comecei sozinha. Tudo nos conformes. Km 12 cruzei com meus pais. De lá até o km 24 meu pai foi meu parceiro e meu orientador.

Km 15, a Camel Bak chacoalhando nas minhas costas e eu já achando aquilo meio incômodo, vem um corredor, também com sua Camel Bak, e me diz que precisava ter um fecho na altura da barriga. Eu disse que a minha não tinha, que tava correndo com ela pela primeira vez, e que era um treino de 30km. Ele me disse: “Então ganhei de você! Estou fazendo 45 hoje!” Contei que eu estava treinando pra minha primeira maratona. E ele falou que se era a primeira, pra eu não treinar mais que 32! Eu disse que não iria! Que teria aquele e mais dois treinos de 30. Daí fomos chegando perto do meu pai que o viu e disse: “Marina, você está falando com um dos maiores corredores de longa distância: Claudio Zuccolo! Ele já correu a maratona de Sables, no deserto do Saara!” Fiquei extremamente lisonjeada de conhecer um atleta tão fantástico, corredor de ultramaratonas! E minha viagem ainda estava no começo...

Km 16 e eu já comecei a me sentir cansada, fiquei nervosa... Corrida é totalmente psicológico. Meu pai me chamou a atenção, para que eu não supervalorizasse aquilo, ficasse calma, e corresse no ritmo que o meu corpo conseguisse, sem me apegar ao ritmo proposto pelo Marcão, que ontem já tinha me dito que eu não precisava seguir tudo à risca e nem completar os 30, se não conseguisse. Precisei de umas chamadas de atenção. Pensando no Caballo Blanco dizendo: “fácil, leve e suave...” Mas leve não estava...

Km 19, sentindo o ombro e a lombar, deixei a Camel Bak com meu pai e fiquei mais leve.

Cruzamos com a Lígia, que foi personal minha e do meu pai antes de voltarmos ao clube. Profissional incrível que eu gostaria de ter ao meu lado em todos os treinos de musculação!

Km 21, encontramos o Waldyr, nosso amigo que só gosta de correr no asfalto, por conta das raízes, mas ele topou nos acompanhar na volta externa por um tempo. Foi conversando com meu pai e eu seguindo os dois até o km 23/24.

Meu pai me acompanhou mais um pouco e dali em diante faltava uma voltinha de 6km (1/5 do treino).
Acabei o gel ali. Corri mais calma sabendo que em breve eu chegaria.

Km 27 e pensei: a partir daqui estou quebrando meu recorde pessoal! Comecei a sentir um pouco de frio. (Meu amigo Watcha, formado em Esporte e treinando para um ironman, disse que pode ser homeostase – uma adaptação do corpo que deixa de produzir calor pra não gastar tanta energia, porque já está em esforço).

Km 28 parei no bebedouro (não tinha mais a Camel Bak). A menina na minha frente tinha acabado de me passar e eu queria ir no ritmo dela. Perguntei a quanto ela estava e se podia tentar acompanhá-la. Ela disse que não sabia do ritmo, mas claro que eu podia. Daí que vi que ela tinha um boné escrito “Ironman”. Perguntei se ela tinha feito e  ela me disse que havia completado 3! Tinha 28 anos e tinha começado com 22! Nina Keller! Achei incrível! Corremos quase 1km juntas e fui terminar meus 30.

Chegando, lá estavam meus pais, meu tio Eugênio (também maratonista), meu primo Rafael e a filhinha dele, Maria Clara.

Muita emoção ao bater o relógio. Lá estava meu pai de braços abertos.

Muitos abraços de todos e a fofa da Maria Clara me entregou uma florzinha primavera.

Bem, esse foi meu primeiro treino de 30. Que venham os próximos!