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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Vem aí a... Meia Maratona de Lisboa

Meu amigo Ramiro, corredor de Porto Alegre, me mandou na semana passada a seguinte notícia (http://www.record.xl.pt/Modalidades/Atletismo/interior.aspx?content_id=929566) em que já se falavam de 30 mil inscritos na meia maratona de Lisboa! Faltando ainda mais de um mês para a prova! Achei o número incrível!

Não é a toa que meu treinador tinha me dito que era uma das maiores meias da Europa! Pois é... 

Quando eu ainda não tinha escolhido entre Coimbra e Lisboa, e nem sequer tinha a resposta do mestrado na Universidade de Lisboa, eu tinha apenas uma certeza: eu correria essa meia! É claro que na vida não dá pra termos certezas de nada, mas esse era o plano mais certo que eu podia fazer àquela altura... 

Agora, já estabelecida em Lisboa, aquele plano distante começa a se aproximar! E meus pais virão me visitar, de modo que já inscrevi nós 3! Sim, somos 3 dos 30 mil! Meu primo Wagner também virá do Algarve com o amigo Rogério. Mas além da gente, desconfio que o mundo estará correndo na ponte 25 de abril no dia 22 de março de 2015!

Ponte 25 de abril ao pôr do sol de uma fria tarde de janeiro

E nesse embalo de treinar pra meia, falei pro Marcão que já estava com uma rotina aqui e queria voltar a treinar com ele! Na terça passada ele já me enviou uma planilha e trocamos mensagens, para ele me orientar. É incrível, né... eu aqui em Lisboa, meu pai em São Paulo e nosso treinador em Xangai!

É... o mundo mudou!

Que venha a meia, e quem sabe um dia, outra inteira!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Brincando de correr

Duas semanas antes da meia maratona de Dusseldorf, havia uma meia maratona por aqui...

Meu treinador já havia dito que focaríamos em Dusseldorf, e por isso não era para eu correr a meia da Corpore no dia 13 de abril... Eis que recebo um email do meu pai dizendo que tinha feito inscrição para mim... Conversei com o Marcão, e ele concordou que eu corresse, desde que eu apenas usasse a provinha como um treino e não fosse lá pra "fazer tempo". Eu precisava estar descansada para Dusseldorf. O combinado foi manter o ritmo de 6:10 (= 6min e 10s por km). 

Experimentei algumas sensações incríveis ao longo desses 21,1km de ontem...

Em um treino qualquer, correr uma meia no ritmo de 6:10 seria muito bom (para mim). Incrível como em uma provinha 6:10 parecia tãaao tranquilo, tão devagar! rs Eu via corredores passando por mim e queria acompanhá-los, mas eu precisava conter essa vontade e foi então que descobri que segurar o ritmo em uma prova é quase tão difícil quanto dar o seu melhor! É incrível o quanto a adrenalida mexe com a gente! E ela tem tanto poder que nos deixa com super poderes também! :)

Como eu estava indo mais devagar do que poderia, o tempo também se demorava, e a prova parecia mais longa... Sem música e sem companhia, eu corria observando os outros corredores, observando a minha postura e minha própria corrida, e sorrindo para todas as fotos que apareciam! =D

Lá pelo km 10, encontrei um corredor que corria descalço. Ele era da Bolívia (ou Colômbia!)... Na hora entendi errado, ele me corrigiu e acabei ficando com os dois países na cabeça! Ele morava aqui e já estava correndo descalço há uns 8 meses. Logo adivinhei que ele havia lido o "Born to Run" do Christopher McDougall. Ele contou que logo gostaria de correr uma maratona, e descalço! 

No meio da meia, uma foto corrida
Continuei minha corrida solitária e observativa e encontrei meu amigo Vaine, que estava correndo bem mais rápido, mas largou atrasado, por isso estava cruzando comigo ali pelo meio da corrida. Ele tirou algumas fotos enquanto corríamos, conversamos um pouco e ele apressou o passo dele, enquanto eu segurei o meu.

Eu não estava mantendo o ritmo de 6:10... Estava mais entre 6:05 ou 6:06... 

Faltando 1km para completar a prova, eis que vinham correndo meu pai e meu irmão, que estavam aumentando o percurso, já que eles tinham treino de 30km no dia. Junto com eles, vinha outro corredor que estava correndo 35km naquele dia: Tadeu Guglielmo. Ele já correu maratonas nos 7 continentes e agora está treinando para a Two Oceans, uma famosa ultramaratona, com distância de 56km, que ocorre na Cidade do Cabo, África do Sul. E que, por sinal, será agora no dia 19 de abril! Boa sorte para o Tadeu e para a Andréa Corrêa que também correrá a Two Oceans!

Nem preciso dizer que acompanhando os três feras, corri esse último km bem mais rápido do que deveria, né? rs Assim, segurando o quanto pude, fechei a meia (21,1km) para 2:08:03, com média de 6:04min/km. E foi assim que corri uma meia maratona brincando. Tudo pela meia de Dusseldorf que está chegando!

Final do meu "treino" de 21km e treino de 30km deles. Conversando com o amigo Yves, tesoureiro da Corpore

E agora estou contando os dias para ficar de férias e viajar com os meus meninos!

Selfie com eles: pai maratonista e irmão quase-maratonista

domingo, 1 de dezembro de 2013

Atividade física e sustentabilidade

Dizem que a vida é cíclica... e que, às vezes, invertem-se os papéis...

Quando pequenos, eu e o Luquinhas pedalávamos no parque, acompanhando a corrida dos nossos pais.

(É o que conto no post "Como tudo começou": http://www.porissoeucorrodemais.com.br/2013/06/como-tudo-comecou.html)

Hoje, lá estavam meu pai e minha mãe de bike, na USP, enquanto eu corria 18km.

Todos têm pais, eu tenho parceiros

Foi meu treino mais longo após a maratona de Québec e, com orientação da minha nutricionista Débora Ferraz, hoje já levei um gel de carboidrato para tomar com 1 hora de corrida e outro para tomar ao final do treino (sempre seguido de água).

Aliás, meu treinador Marco Antônio Oliveira, já havia me dito que o gel Clif era um dos melhores, e que a empresa Clif Bar & Company preocuapava-se em preparar alimentos saudáveis, utilizando ingredientes orgânicos em todos os seus produtos, além de se preocupar com qualidade de vida e sustentabilidade do planeta.

Hoje fui conferir o site deles e descobri vídeos muito legais sobre esse trabalho da Clif Bar & Company!

 Vou deixar aqui para quem tiver a curiosidade! O vídeo tem 3 partes:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Nós não temos as mesma condições de uma empresa, mas, cada um, em seu dia-a-dia, pode fazer pequenas diferenças - pequenas maravilhas...

Na semana passada, peguei uma porção de papéis de rascunho do trabalho, montei 10 bloquinhos e saí distribuindo para meus colegas!

Espero que os vídeos acima motivem todos a buscarem uma vida mais saudável para si mesmos e para o planeta!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O dia em que virei maratonista – parte 3

No início do ano, meu pai disse uma frase que se tornou a minha favorita sobre a maratona:
“A primeira metade é do cientista e a segunda, do artista.”

Eu já havia corrido os meus bem conhecidos 21km com a cabeça, administrando ritmo, hidratação e suplementação, e até mesmo a emoção. Agora chegara a hora de correr com o coração...

O Maurício, pai da minha amiga Mari Vilella, já havia corrido a maratona de Québec, e me alertou para que eu fosse preparada para correr duas provas, porque depois da metade, a temperatura subiria muito. Meu treinador, Marco Antônio Oliveira, disse que, além disso, eu teria subidas para enfrentar. Por esses motivos, ele dizia que a maratona de Québec não era uma prova fácil – ela não era nada favorável para quem buscava performance. Mas como eu só buscava completar a minha primeira maratona sem sofrimento e não estava preocupada em “fazer tempo”, não haveria problema.

Assim, eu que corria num ritmo médio pouco abaixo de 6min por km, senti a mudança de dificuldade da prova pelo km 24, onde começaram as subidas. Em paralelo, meu ritmo caiu.

Não importava. Eu havia chegado até ali e não tinha nenhuma marca para superar, a não ser a da distância. A toda hora eu pensava no meu treinamento e no que vocês escreveram pra mim. Pensava em todos que me deram exemplo, e nos que disseram que meu blog estava estimulando-os a praticar esportes. Por várias vezes cantei internamente “Don’t stop me now”, do Queen, que a Marcela Camargo me mandara antes de eu embarcar:

“Cause I'm having a good time having a good time. I'm a shooting star leaping through the sky. Like a tiger defying the laws of gravity. I'm a racing car passing by like Lady Godiva. I'm gonna go go go. There's no stopping me. I'm burning through the sky Yeah! Two hundred degrees. That's why they call me Mister Fahrenheit. I'm trav'ling at the speed of light”


Tá bom que eu estava beeem longe de estar na minha melhor velocidade (quem dirá na velocidade da luz! rs), mas eu estava aproveitando muito aquele momento, como eu me propora desde início da viagem.

Cada subidinha vencida era uma pequena conquista. Em alguns momentos batia maior cansaço e eu andava um pouquinho, mas daí queria logo continuar correndo, e continuávamos. Lembrei também do vídeo que a Tauanna me enviou na véspera, dizendo que tinha certeza que eu conseguiria e que em nenhum momento duvidara. Ela também dedicou pra mim a música “Pumped up kicks”, que ela sabia que eu gostava, porque dizia: “You better run, better run faster than my bullet”.

Olhei para as minhas unhas vermelhas (que sim, duraram bem até lá! Obrigada, Isabel!) e pensei: “aaah, eu sou poderosa!” rs. Ou como já diria a querida blogueira Giselli Souza, “sou uma diva que corre!” Lembrei-me da Giselli, da Aurea Bisan, e da Bia Ramos, que também nesse ano tinham completado sua primeira maratona.

Pronto, eu tinha reunido todos os pensamentos positivos do mundo! A essas alturas, minha mãe já teria acabado os 21,1km dela e eu ficava feliz por ela, que estaria nos esperando na chegada. Eu tinha meu pai ao meu lado, me apoiando a cada vez que eu ameaçava cair no choro. Era muita emoção concentrada em uma pequena pessoa só!

Km 25, km 27, km 30... eu já tinha feito todos esses treinos! Era tudo conhecido, cansava, mas eu já havia passado por eles. E mais uma vez eu estava deixando esses quilômetros pra trás, gastando a sola do tênis e ganhando mais quilometragem na vida. (Como meu pai brincou comigo depois, eu era uma mulher “rodada”! rs)

Já vínhamos subindo há um bom tempo. As subidinhas mais íngremes cansavam, mas o que pegava mesmo era a subida sutil que parecia não ter fim.

Foi então que no km 30 senti minhas coxas queimando! Bom, eu não conhecia o que viria a seguir. A partir daí, cada passo a mais era recorde! Eu poderia até parar por ali, que eu já teria tido uma conquista pessoal. Só que não! Cansaço era inevitável nessa altura do campeonato, mas como ele não estava me causando sofrimento, continuei correndo. Faltavam só mais 12km. Eram duas voltinhas na pista externa do Ibirapuera!

Cruzamos uma longa ponte sobre o rio. E por algum tempo não tivemos torcida. Algumas pessoas passavam pedalando em uma ciclovia que ladeava a larga faixa reservada à corrida. Éramos apenas nós corredores, nosso suor e nosso silêncio, o qual eu muitas vezes cortava com uma espécie de choro seco ou um esquisito grito que vinha de dentro. Do âmago. Como se minha energia tivesse sido concentrada no desenlace de um golpe conciso. De certa forma, isso me aliviava.

Não recordo das passagens exatas em que tomei os géis de carboidrato. Mas, após o primeiro, segui mais ou menos o intervalo de 45min entre um e outro, como o Marcão tinha me dito, e como eu já tinha experimentado nos treinos de 30km. Aliás, fiquei muito feliz por ter levado aqueles 3 géis no bolso, já que na prova eles entregaram um gel roxo de sabor bem ruim! (além de que vinha num copinho, então não tinha como guardar pra depois). Eu estava super feliz com o meu gel CLIF de raspberry - docinho que só ele!

Outra coisa legal que eles entregavam pelo caminho eram esponjas encharcadas de água. Esponjas azuis, amarelas e roxas também. A gente pegava aquela esponja macia e apertava nos braços, na nuca, no rosto, e até nas pernas. Era o céu! Tivemos esse refresco ao longo dos km 20, 27, 32 e 40.

Além das águas, dos isotônicos, dos géis, e das esponjas, eles estavam entregando banana no km 27. Comi um pedaço e guardei o resto no bolso. Logo resolvi jogar fora, porque queria meus bolsos livres e não tinha vontade nenhuma de comer. Eu só tinha sede! No km 34, foi a vez da laranja, e aquele pedaço cheio de suco foi muito bem vindo!

Nos quilômetros finais, alguém me cutucou e passou por mim: era a minha colega do tênis xará. Todos aqueles corredores ao nosso redor eram estrangeiros desconhecidos, mas éramos complacentes, pois dividíamos aquela experiência incrível da maratona. Os estrangeiros desconhecidos que estavam torcendo também me passavam algo de bom. Algo de muito bom. Era como se eles representassem uma extensão das pessoas que torciam por mim na maratona da vida. (Ok, ficou meio cafona isso, mas, quando se está emocionado, é isso que acontece: ficamos meio brega! rs)

A coxa já não queimava mais, mas eu estava cansada. Bem cansada! Naaada mais natural pra quem já estava correndo há tanto tempo! Meu pai olhou o relógio e adivinhei que eles estava fazendo os cálculos de tempo pra fecharmos a prova. - Você acha que por volta de 4h30 tá bom? - ele perguntou.

Eu disse que estava maravilhoso, que eu só queria chegar! Faltava pouco. Vi uns corredores que haviam acabado a prova e andavam nas calçadas, no nosso contra fluxo. Eles estavam com suas medalhas no pescoço e eu disse: “Vamos buscar aquela medalha!”

No meio da prova, algumas pessoas voluntariam-se para serem “coelhos”. Eles devem carregar uma plaquinha em que diz o tempo em que terminarão a prova. No início da maratona, estávamos próximos da coelha de 4h15. (Ela tinha orelhas e até tinha um pompom no shorts!) Agora ela passava por nós e eu já me conformara em não acabar a maratona naquele tempo.

Eu me sentia completamente viva e ficava impressionada com tudo que já havia percorrido. Não era fácil, mas, pensando bem, até que maratona era bem possível! Eu estava ali e estava conseguindo! Ao mesmo tempo, porém... as costas doíam, as pernas já haviam se acomodado com um passo lento, a lateral do tronco doía, eu não via a hora de chegar a próxima água... “Pai! Essa tal de maratona é foda!!” Com o perdão da palavra, mas esta era insubstituível naquela situação. Quem já correu maratona me entenderá!

Aliás, ainda bem que lá no meio da corrida e da torcida ninguém falava português, porque mais de uma vez, eu, com toda minha fineza, precisei descarregar um palavrão! Não tinha jeito! Qualquer construção linguística apresentável era complexa demais para aquele momento em que você é apenas um corpo e um turbilhão de sensações.

Faltavam 4, 3, faltavam 2km pra eu me tornar uma maratonista. Posto de hidratação à vista. Tomei o gel de gosto ruim que eles distribuíam, mandei pra dentro dois copinhos de água e um de isotônico. Tudo errado em termos de logística, porque muita água assim atrapalha a performance. Mas eu já não estava correndo como uma cientista e sim como uma artista, tirando forças sabe-se lá de onde. Eu só podia ser uma louca pra estar ali! Pra ter escolhido estar ali! No auge desse cansaço até disse pro meu pai que nunca mais correria outra maratona!

Não tive dores conhecidas: o joelho avisou que estava lá, mas tão logo chiou, logo ficou quietinho. A canela nunca mais soube o que era canelite. Nenhuma cãibra veio visitar minha panturrilha. O incômodo que eu sentia no peito do pé, semanas antes da viagem, desaparecera. As bolhas estavam em número muito pequeno para causar qualquer alarde. Em compensação... as costas e ombros reivindicaram seu direito de atenção! A lateral do tronco, que nunca comparecera aos treinos, resolveu causar estardalhaço! Faltava 1km e eu agradecia por meus ossos ainda estarem no devido lugar!

Já nem pensava mais. 200m e eu podia ver a linha de chegada. Meu pai me deu a mão e me puxou, literalmente. Corremos de mãos dadas. 100m. Os 100m mais longos da minha vida! Nem havia como sonhar em dar um sprint final (que eu já aprendera com o Marcão que não era certo, porque causava lesão). Contanto que eu continuasse correndo, eu chegaria. Ouvi alguém gritando o meu nome (havia lido no meu número de peito). Deu-me a força final. Mãos dadas com meu pai. Só mais um passo. Um pequeno passo para uma mulher. Um grande salto para a nova mulher. 

Stop. A vida parou. Ou foi o Garmin?
(Drummond, peço a sua licença para trocar o automóvel pelo Garmin!)

E então eu pisava no tapete vermelho que se estendera. Meu pai me levantou no ar e achei que aquele abraço iria me destroncar! rs Havia uma espécie de grade separando corredores de torcedores, e ali do outro lado: a minha mãe! A mais linda!

A parte de tirar uma foto do momento da chegada não funcionou tão bem. Minha mãe estava dando a volta, meu pai foi atrás dela e disse para eu esperar ali! Ali!!! E eu só queria a próxima água!...Esperei. Eles chegaram. Flash! Flash! Flash!

Só faltava "ela"... continuamos andando para buscá-la. E ela era minha. Merecidamente minha!
A medalha número 1 da tia Marina!


Galeria de flashs e números:






Alguns números que dizem bem menos do que as fotos e as palavras, mas todo mundo gosta de saber deles:
Meu número de peito: 1088 (Acabando com o ano do meu nascimento... achei demais!)
Distância percorrida: 42,540km (345m além dos oficiais 42,195km da maratona)! 
Tempo marcado no Garmin: 4h30min04s. 
Tempo oficial registrado pelo chip: 4:30:15.
Classificação por faixa etária (F 18-29 anos): 43/78
Classificação por sexo: 212/345

Por fim, para que vocês possam verificar cada um dos meus quilômetros, bem como a elevação do terreno; e para comprovar que eu estava lá e realmente completei a maratona (rs), segue o link do meu Garmin:

http://connect.garmin.com/activity/374763285




P.S: Lucas, meu irmão querido, vc não podia faltar aqui, porque pensei muito em você durante toda a maratona. Agora eu vou ter que voltar atrás do que disse no apogeu do meu cansaço... QUERO SIM CORRER OUTRAS MARATONAS! Não tão breve, mas quero! Topas me acompanhar? 

domingo, 23 de junho de 2013

MAR-(I)(ATO)-NA

Hoje, brincando com as palavras, descobri que entre mim, “MAR- I –NA” e a tal da “MAR – ATO – NA”, existe apenas um hiato. E hoje, esse hiato tem a duração de apenas 2 meses e 2 dias. O tempo passou, mas de forma muito produtiva.

Sobre o treinamento pra maratona, o Marcão tinha nos lançado a pergunta: “Vão encarar ou vão afinar?” Em 21 de janeiro, meu pai respondeu: “A resposta de todos aqui de casa é: Vamos encarar!" (todos éramos eu, meu pai e meu irmão... minha mãe tinha escapado dessa!). Daí, tivemos um tempinho para nos alinharmos tecnologicamente: criamos emails, respondemos relatório, trocamos telefone e marcamos um primeiro skype.

Para começo de conversa, minha primeira conversa no skype com o Marcão durou cerca de 1 hora e meia, se não mais. Ainda era tudo uma grande novidade. Anotei um monte de coisas, como numa aula instigante, em que você não quer perder nenhum detalhe. Depois dessa primeira “aula” eu já tinha uma série de lições de casa. O Marcão cercou por todos os lados.

Escaneei e mandei pra ele meu ergométrico (feito em novembro de 2012) e exames gerais feitos em 2007. Estava na hora (ou passava dela) de retomar a ida aos médicos!

Tirei foto do meu treino na academia, e mandei pro Marcão. Marquei nova avaliação física com o Carlinhos, para que ele montasse um treino focado na maratona.

Marquei ortopedista, endocrinologista, e nutricionista. Fiz raios x, escanometria óssea, exames de sangue, bioimpedância (que analisa sua composição corporal), e fiz (e faço) dieta.

Como eu já sabia, a escoliose (de origem hereditária no meu caso), continuava lá, assim como aqueles milímetros de diferença de uma perna pra outra. O Dr. Sidney, que além de ótimo ortopedista é triatleta, disse que eu deveria voltar a fazer RPG (reeducação postural global), e usar palmilha.

A endócrino, Dra. Vera, disse que meus exames estavam ótimos (quase que não poderiam estar melhores).

A Alessandra, nutricionista, ficou contente que, depois de um mês de dieta, perdi cerca de 3,5kg de gordura, sendo que na balança eu havia perdido 1,8kg (ou seja, tinha ganhado massa magra).

Em casa, passei a medir a frequência basal. Pelo menos 3 vezes por semana, anotava meus batimentos cardíacos ao acordar.

Enquanto tudo isso... eu treinava. Escolhi o período da manhã, antes de ir de trabalhar.

Terça, sábado e domingo eram reservados pra corrida. E domingo era dia de treino mais longo. Segunda e quarta eu ia à academia do clube Ipê. Quinta era meu “day off” (meu irmão diz que é muita moleza). Sexta fazia spinning, ou quando acordava cansada (por ter aula às quintas à noite), fazia apenas uma bicicleta ergométrica no prédio.

E foi mais ou menos assim que comecei essa séria brincadeira...

terça-feira, 18 de junho de 2013

Por passeatas de corrida

Em tempos de se correr atrás de um mundo melhor, lembrei-me de uma passagem do livro “Nascido para correr”, de Christopher McDougall, em que ele conta de um famoso treinador americano, Joe Vigil, o qual passou a analisar uma série de aspectos a respeito da corrida ao longo da evolução humana. Segue um trecho do desenvolvimento de sua teoria (p.136-138), quiçá utópico, mas... que tal imaginar?

“Talvez todos os nossos problemas – violência, obesidade, doença, depressão e tristeza que não conseguimos superar – tenham começado quando paramos de viver como o povo corredor. Ao negar nossa natureza, ela irrompeu de outra forma, e não tão bonita.
(...)
Que tal se conseguíssemos correr por várias décadas sem nos ferir? Ultrapassar centenas de quilômetros a cada semana gostando da atividade? Além de ver a taxa de batimentos cardíacos se estabilizar, o nível de estresse e de raiva caírem conforme a nossa energia aumentasse? Imagine o crime, o colesterol e a tristeza se dissipando ao mesmo tempo que uma nação de corredores finalmente encontrasse a sua trilha. Mais do que corredores olímpicos, mais do que as vitórias e os recordes, esse seria o legado de Joe Vigil”

Forrest já sabia que correr era solução para quase todos os nossos problemas...


domingo, 16 de junho de 2013

Quando a maratona veio à tona

Como vocês já viram, a corrida corria pelo gene da família... Até a cachorra não escapou dessa sina! E olha que ela não é nenhum galgo (aquele cachorro magro de pulmão grande), nenhum golden ou labrador, mas uma mini schnauzer! Pois é, certa vez minha mãe correu 10km com ela! (e você aí dizendo que não aguenta nem 5km! rs)

Se a minha cachorrinha podia correr 10km, achei que, aos 25 anos,  eu poderia correr uma maratona.

O grande culpado era meu pai, que tem 11 maratonas no currículo, e melhor tempo de 3h20 (ritmo de 4min44s por km!). Foi ele quem me ensinou a correr, agora era ele quem me diria que eu poderia per-correr 42km...

42 era um sonho que eu ainda pensava ser distante. Mas quando comecei a fazer vários treinos de 21, quis quebrar esse recorde. Foi num domingo, sozinha, sem compromisso pro resto do dia, que completei 25km. Dali uns meses, 27km. Véspera de Natal, mais um 25km. Daí eu comecei a acreditar na maratona como algo mais próximo. Isso porque, para se correr 42, você treina até 30km, ou um pouquinho mais que isso, dependendo do treinador.

E falando em treinador... Esse era o momento para procurar um. Por algum tempo, meu pai pensou em me treinar. Mas daí já viu, viveríamos brigando (mais! rs)

A sorte é que ele mandou um email pro Marco Antônio Oliveira, o Marcão, um expert em corridas de longa distância, com quem ele havia treinado anos atrás. E o Marcão disse que treinaria a gente...

(A gente? Pois é... todo mundo corria, não? Lá estava o Lucas dizendo que queria fazer uma maratona naquele ano! E mais: a dele talvez viesse antes da minha! Confesso que de início tive um ataque de ciúme, ou sei lá o que! (O plano era meu!) Mas depois foi maravilhoso saber que meu irmão dividiria comigo esse sonho e tudo o que estava por vir. Ah, e claro, meu pai, recuperado das lesões, já estava pensando na 12ª maratona!)

"Vão encarar ou vão afinar?" Com essas palavras do Marcão, A MARATONA VEIO À TONA!

Detalhe: o Marcão (Marco Lóng) mora em Xangai, na China. Trata-se de um treinamento à distância, com um acompanhamento que parece que ele está ao meu lado. Emails. Skype semanalmente. We chat (espécie de whatsapp) quase todo dia. Planilhas no computador. Garmin Connect acompanhando todos os meus passos... Aaaah, o século XXI...

Nos próximos posts vou contar como funciona meu treinamento.

Até lá!