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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Meia Maratona de Lisboa

Três meses atrasada, cá venho apresentar-lhes a famosa meia maratona de Lisboa!

Já contei para vocês sobre a feira da corrida e a sobre os 7km da Vitalis Jamor, que ocorreram na véspera: http://www.porissoeucorrodemais.com.br/2015/05/vitalis-7km-jamor.html

Pois, acordamos (eu, meu pai e minha mãe - que estavam me visitando) no dia 22 de março de 2015, tomamos um café da manhã, nos trocamos e fomos encontrar nosso primo e amigos que estavam hospedados a um metrô de distância. Manhã de provinha de corrida tem que ser sempre planejada, porque começa cedo.

Pegamos o comboio da fergatus (trem) na estação Roma-Areeiro e descemos na estação de Pragal, já do outro lado do rio Tejo. A corrida começaria do lado de lá, aos pés do Cristo Rei, em Almada. 

eu e meu pai chegando na estação de comboios de Pragal
mãe e pai no comboio da Fergatus

Descendo do comboio tivemos uma caminhada de uns 15 min até chegar perto de onde seria a largada, nas portagens (nos pedágios) da Ponte 25 de abril. Comecaríamos a corrida cruzando aquela Golden Gate Lisboeta.

Felicíssima com meus pais, com essa vista linda e animação pré-prova

Tudo muito lindo por ali, emoção brotando no peito, e o calor da primavera mostrando que chegara. Abandonamos os casacos e outras coisinhas com a Elda, nosso anjo-guarda-volumes, que nos encontraria na chegada. Pasmem, a organização não nos providenciava guarda-volumes.

Aos pés do Cristo Rei (o Cristo Redentor dos portugueses)
Havia um mundo de gente. A população de Portugal parecia ter desembarcado ali, além dos turistas que haviam planejado sua viagem para estarem em Lisboa naquele dia. (E nesse quesito eu já me considerava local).

Eu e a Ponte 25 de abril (e mais mil pessoas)

Diziam haver 40mil incritos, sendo "apenas" 15 mil corredores da meia, e os outros tantos mil, corredores ou caminhantes dos 7km.

Minha mãe Marisa, meu pai Reynaldo, eu, meu primo Wagner, nosso amigo Rogério, aguardando o tiro da largada
Lá fomos nós, começar uma super meia maratona, daquelas que corredores gostam de ter no currículo. Confesso, porém, que por toda sua fama, eu esperava um pouco mais... Não digo em tom de reclamação, porque a corrida foi maravilhosa e não é naaaada fácil organizar uma prova dessa dimensão! Mas, como crítica construtiva.

1. Seria ideal que fizessem a largada em ondas (por ritmo) e, ainda e especialmente, que a largada dos 7km e dos 21km tivessem algum intervalo. Isso porque a gente vai correndo na ponte sem conseguir desenvolver a corrida. Lá estão caminhantes com mochila, crianças, carrinhos de bebê, pessoas que param para fotografar... Estava tão parado, que eu tive a pachorra de tirar uma foto durante uma prova de corrida, o que nunca faço. Eis aqui um pedacinho do drama (que até nem está tão trágico dessa perspectiva!):

Correndo na Ponte 25 de abril

Para correr por ali, só desviando, e ainda assim, era difícil, era um zig-zag entre uma multidão de ritmos e objetivos muito heterogêneos. A largada em ondas facilitaria um pouco a corrida.

Apesar de os 2 quilômetros iniciais terem sido devagar quase parando, e de o piso em grande parte da ponte ser feito de uma grade - que deve ser péssima em termos do impacto nas nossas queridas articulações, o visual de correr atravessando a ponte foi recompensador! Cruzar o Tejo correndo foi lindo, ainda mais porque o vejo agora com tanto carinho.

No meio da ponte, cada um de nós seguiu seu próprio ritmo em zig-zag, e separamo-nos todo. Logo estava cada um por si. 

2. Erro da minha parte: ter ido de calça, sabendo que havia possibilidade de esquentar. Sem contar que era uma calça comprada aqui em Portugal, para aguentar o inverno daqui! Esquentou horrores e "ai, se arrependimento matasse"! Que fique de ensinamento pra vocês também: em provas logas que começam com frio, mas que vão acabar com calor: usem shorts, bermudas, saias de corrida (se não tiver o problema do atrito entre as pernas!).

E que não seja desculpa pra eu não ter feito a minha melhor meia, mas essa coisa de calor prejudica a performance da gente!

3. Outro erro: resolvi levar o celular, porque seria necessário para encontrar todos após a chegada de cada um. Até aí, ok, mas resolvi levar o celular numa daquelas capinhas que se amarra no braço, que eu nunca tinha usado. Ficava escorregando, me atrapalhando e resolvi segurar na mão! Boa ideia se a corrida fosse resolvida em poucos quilômetros, mas 21km segurando aquela capinha, passando da mão direita pra esquerda, da esquerda pra direita, foi quase como vestir as calças também nas mãos! 

Sabem aqueles erros de marinheiro de primeira viagem? Pois é... acontece que mesmo depois de umas já nem sei quantas viagens, lá estava eu cometendo esses erros... faz parte, acontece, é a vida, somos humanos... Mas, sinceramente, não inventem de testar usar coisas diferentes nas provas (especialmente as logas!), testem tudo nos treinos, eles também servem pra isso! ;)

4. Voltando ao percurso da prova, depois da ponte, depois da descida, a prova ficou mais plana e regular, mas o cenário ficou um tanto sem graça na minha opinião... Isso porque havia feito vários treinos à beira do Tejo e passando por tanto lugar lindo, mas pronto, não era possível colocar toda aquela gente a correr na ciclovia do Tejo... Tinham que usar mesmo as ruas. Mas descobri que não gosto muito de corridas em que você corre um longo período até um ponto e vira e corre todo esse percurso de volta. Não sei se é frescura da minha parte, mas achei desconfortável para o meu psicológico. Você corre vendo um monte de gente do outro lado que está anos luz na sua frente, e com a sensação de que falta ainda aquilo para voltar.  

Por isso que, pelo menos nos treinos (que quem bola o percurso sou eu), eu quero mais é diversificar meus caminhos!

5. Quanto aos incentivos, não achei que havia "plateia" nas ruas, torcendo pelos corredores, como em outras provas internacionais que corri, mas ao mesmo tempo, tive muito incentivo dos corredores do Correr Lisboa! Esse grupo de corrida que o Bruno e a Sandra criaram aqui é mesmo uma das boas surpresas dessa cidade. Sempre que cruzava com alguém com a mesma camiseta amarela, os chamados Vicentes, eu acenava ou dizia algo e eles também! Genial!

6. E tão geniais que eles são, lá estava a Sandra Ramos Claro na linha de chegada, fotografando os Vicentes no momento da chegada que sempre é emocionante, quer por um recorde pessoal, quer por uma sensação de missão cumprida, ou mesmo pelo mero fato de que você enfim pode parar!









E pronto, acabou, cruzei aquela linha de chegada, esperei minha mãe chegar e fomos encontrar os demais. Junto ao grupo já citado, tinham corrido os 7km a Luciana e a Sandra. E assim fica registrada mais uma corrida em Lisboa, mais uma corrida em família (e amigos que adotamos como família)!

Rogério, Lu, Elda, Wagner, Reynaldo, eu, Marisa e Sandra

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Vitalis 7km Jamor

Faz tempo que não deixo um registro por aqui... Andei correndo. Andei viajando. Andei estudando. E andando (ou correndo), não parei para escrever... 

Mas estou de volta pra lhes contar sobre a meia maratona de Lisboa, sobre corridinhas durante a viagem, sobre a corrida da Liberdade e, pra publicar teste de tênis! Por isso, eu vou escrever demais! Afinal de contas, mais do que um "diário próprio", isso pode servir a quem esteja planejando corridas pela Europa! 

Primeiro assunto: Vitalis 7km Jamor. Esta foi uma corrida que antecedeu a meia maratona de Lisboa, fazendo parte das outras que faziam parte do "pacote" dessa meia maratona.

Bem, meu treinador disse: não corra os 7km no dia antes da meia, mas ganhei a inscrição e... desobedeci os conselhos dele! Mas, naquela altura, meus pais haviam chegado pra me visitar eu estava mais interessada em conhecer uma nova corrida do que em "fazer tempo" na meia maratona.

Meus pais chegaram do Brasil na sexta e fomos buscar os kits das corridas. Sim, a visita deles foi planejada pra calhar com a meia maratona! Havia uma mini feira da corrida quando buscamos os kits. Era bem menor do que a feira da Rock'n Roll marathon, que ocorre em Lisboa em outubro. Não sei se porque uma se trata de meia maratona e outras corridas menores, e a outra da maratona inteira, além da meia... O fato é que, para a dimensão da corrida, com 40mil inscritos no "pacote" das corridas aliadas com a meia de Lisboa, eu esperava uma feira com dimensões bem maiores! Mas claro, gostei dela. Inclusive saí de lá comprando uma daquelas blusas tipo capa de chuva! Essencial pro mês de abril que chegaria, apelidado em Lisboa como "abril, águas mil"! Essencial pra Lisboa, eu vou dizer, porque lá em setembro, quando cheguei nessa cidade, acho que peguei chuva pelo meio das minhas três primeiras corridas!

Mas falando em água, falemos da Vitalis (nome de marca de água por aqui) 7km Jamor (Centro Desportivo Nacional). A corrida de 7km teve sua largada no estádio do Jamor, um lugar que por conta da distância, eu ainda não conhecia, mas que fez valer a pena a "desobediência" de ter ido a essa corrida!        

Como de costume, o pessoal do grupo Correr Lisboa reuniu-se um pouco antes da largada para foto. Eu estou de preto e boné rosa no canto direito. Estava guardando minha camiseta amarela do grupo para correr os 21km, no dia seguinte.

                                                                                                                               
O dia estava nublado e frio, mas foi ótimo correr ao lado da minha mãe e da minha amiga Inês. Corremos sem pressa, já que não podíamos cansar pro dia seguinte... E então até aproveitei pra tirar algumas fotos do começo. Até queria ter tirado mais, pois ali no início passamos por sítios (lugares) muito giros (bonitos) mesmo!


Demos uma volta na pista (400m) do estádio e seguimos por caminhos cercados de verde. Depois, passamos por um caminho que eu reconheci dos meus treinos quando passava da torre de Belém e ia até Cruz Quebrada. Daí deu até aquela pontinha de orgulho do tipo "conheço esse pedaço porque vim com meus próprios pés!"
















Nesse caminho, passamos pela linda Torre de Belém, e completamos um pouquinho mais que 7km ao lado do belo Mosteiro dos Jerónimos.

Com a minha mãe querida e minha portuguesinha preferida, após os 7km da Vitalis Jamor.




Gostei dessa provinha! Em breve, escreverei de-mais!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Vem aí a... Meia Maratona de Lisboa

Meu amigo Ramiro, corredor de Porto Alegre, me mandou na semana passada a seguinte notícia (http://www.record.xl.pt/Modalidades/Atletismo/interior.aspx?content_id=929566) em que já se falavam de 30 mil inscritos na meia maratona de Lisboa! Faltando ainda mais de um mês para a prova! Achei o número incrível!

Não é a toa que meu treinador tinha me dito que era uma das maiores meias da Europa! Pois é... 

Quando eu ainda não tinha escolhido entre Coimbra e Lisboa, e nem sequer tinha a resposta do mestrado na Universidade de Lisboa, eu tinha apenas uma certeza: eu correria essa meia! É claro que na vida não dá pra termos certezas de nada, mas esse era o plano mais certo que eu podia fazer àquela altura... 

Agora, já estabelecida em Lisboa, aquele plano distante começa a se aproximar! E meus pais virão me visitar, de modo que já inscrevi nós 3! Sim, somos 3 dos 30 mil! Meu primo Wagner também virá do Algarve com o amigo Rogério. Mas além da gente, desconfio que o mundo estará correndo na ponte 25 de abril no dia 22 de março de 2015!

Ponte 25 de abril ao pôr do sol de uma fria tarde de janeiro

E nesse embalo de treinar pra meia, falei pro Marcão que já estava com uma rotina aqui e queria voltar a treinar com ele! Na terça passada ele já me enviou uma planilha e trocamos mensagens, para ele me orientar. É incrível, né... eu aqui em Lisboa, meu pai em São Paulo e nosso treinador em Xangai!

É... o mundo mudou!

Que venha a meia, e quem sabe um dia, outra inteira!