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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Vitalis 7km Jamor

Faz tempo que não deixo um registro por aqui... Andei correndo. Andei viajando. Andei estudando. E andando (ou correndo), não parei para escrever... 

Mas estou de volta pra lhes contar sobre a meia maratona de Lisboa, sobre corridinhas durante a viagem, sobre a corrida da Liberdade e, pra publicar teste de tênis! Por isso, eu vou escrever demais! Afinal de contas, mais do que um "diário próprio", isso pode servir a quem esteja planejando corridas pela Europa! 

Primeiro assunto: Vitalis 7km Jamor. Esta foi uma corrida que antecedeu a meia maratona de Lisboa, fazendo parte das outras que faziam parte do "pacote" dessa meia maratona.

Bem, meu treinador disse: não corra os 7km no dia antes da meia, mas ganhei a inscrição e... desobedeci os conselhos dele! Mas, naquela altura, meus pais haviam chegado pra me visitar eu estava mais interessada em conhecer uma nova corrida do que em "fazer tempo" na meia maratona.

Meus pais chegaram do Brasil na sexta e fomos buscar os kits das corridas. Sim, a visita deles foi planejada pra calhar com a meia maratona! Havia uma mini feira da corrida quando buscamos os kits. Era bem menor do que a feira da Rock'n Roll marathon, que ocorre em Lisboa em outubro. Não sei se porque uma se trata de meia maratona e outras corridas menores, e a outra da maratona inteira, além da meia... O fato é que, para a dimensão da corrida, com 40mil inscritos no "pacote" das corridas aliadas com a meia de Lisboa, eu esperava uma feira com dimensões bem maiores! Mas claro, gostei dela. Inclusive saí de lá comprando uma daquelas blusas tipo capa de chuva! Essencial pro mês de abril que chegaria, apelidado em Lisboa como "abril, águas mil"! Essencial pra Lisboa, eu vou dizer, porque lá em setembro, quando cheguei nessa cidade, acho que peguei chuva pelo meio das minhas três primeiras corridas!

Mas falando em água, falemos da Vitalis (nome de marca de água por aqui) 7km Jamor (Centro Desportivo Nacional). A corrida de 7km teve sua largada no estádio do Jamor, um lugar que por conta da distância, eu ainda não conhecia, mas que fez valer a pena a "desobediência" de ter ido a essa corrida!        

Como de costume, o pessoal do grupo Correr Lisboa reuniu-se um pouco antes da largada para foto. Eu estou de preto e boné rosa no canto direito. Estava guardando minha camiseta amarela do grupo para correr os 21km, no dia seguinte.

                                                                                                                               
O dia estava nublado e frio, mas foi ótimo correr ao lado da minha mãe e da minha amiga Inês. Corremos sem pressa, já que não podíamos cansar pro dia seguinte... E então até aproveitei pra tirar algumas fotos do começo. Até queria ter tirado mais, pois ali no início passamos por sítios (lugares) muito giros (bonitos) mesmo!


Demos uma volta na pista (400m) do estádio e seguimos por caminhos cercados de verde. Depois, passamos por um caminho que eu reconheci dos meus treinos quando passava da torre de Belém e ia até Cruz Quebrada. Daí deu até aquela pontinha de orgulho do tipo "conheço esse pedaço porque vim com meus próprios pés!"
















Nesse caminho, passamos pela linda Torre de Belém, e completamos um pouquinho mais que 7km ao lado do belo Mosteiro dos Jerónimos.

Com a minha mãe querida e minha portuguesinha preferida, após os 7km da Vitalis Jamor.




Gostei dessa provinha! Em breve, escreverei de-mais!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Tipos de pisada: testes e tênis

Há um mês prometi contar-lhes sobre os testes de pisada que fiz lá na feira da maratona Rock'n Roll de Lisboa e demorei, mas não me esqueci de vocês. Afinal, esse assunto de pisada é bem importante tanto pra quem corre há tempos quanto pra quem está começando.

Como sabem, sou uma advogada e não tenho qualquer estudo relacionado ao esporte ou à área médica, então, meus apontamentos aqui são de uma corredora amadora que pretende apenas dar uns toques para que prestem atenção em como pisam, em como é o desgaste nas solas dos seus tênis, e se estão usando os tênis adequados à sua atividade, ao seu pé e à mecânica dele.

Há alguns tipos de testes para identificar uma pisada. Meu treinador reconheceu a minha olhando para os solados dos meus tênis. Depois, ele confirmou o "diagnóstico", observando e filmando minha corrida.

Nem todos têm um treinador, mas em algumas lojas de tênis é possível realizar testes de pisada.

Na feira da maratona pude fazer dois testes diferentes, sendo que ambos detectaram a minha pronação. Mas o que é isso? De forma bem simplista e um tanto grosseira...

Pronação: "quando pisamos pra dentro" (se, ao correr, seu pé girar para dentro, você é pronador).

Também existe o oposto disso...

Supinação: "quando pisamos pra fora" (se, ao correr, seu pé rolar para fora, então você é supinador).

Ainda, há a pisada neutra (se distribuir as forças de impacto igualmente ao pisar, você tem pisada neutra).

Para cada tipo de pisada, as diversas marcas esportivas desenvolvem diferentes tênis. 

Portanto, vale frisar que não há uma marca melhor que a outra. Há tipos de tênis mais ou menos adequados para cada um de nós, das mais diversas marcas!

 

Acima estão fotos do teste de pisada que realizei na Adidas. Este foi menos complexo e consistia em passar andando e depois correndo (sempre descalça) pelo "tapete" da foto. A máquina analisava a pisada.

Abaixo seguem fotos do teste de pisada que realizei na Nike. Este foi feito na esteira. A princípio corri descalça (comecei andando e eles foram aumentando a velocidade) e eles puderam filmar e verificar a rotação do meu pé durante o movimento da corrida. 

Analisaram pé direito e esquerdo. E é importante notar que nem sempre pisamos igual com os dois! Eu mesma faço uma rotação um pouco mais disforme com um deles.

Depois repeti o teste calçando um tênis específico para a pronação e houve uma melhora bem sutil. Em seguida, testei com outro tênis que o vendedor sugeriu ser mais adequado para minha pisada - o que eu  logo pude comprovar quando ele me mostrou os vídeos.

Abaixo seguem fotos do teste da Nike que eles, felizmente, me enviaram:



Pois, cá estava eu em Lisboa com apenas 2 tênis, sendo um minimalista, de modo que eu não o uso para correr. (Já escrevi algumas informações relevantes sobre o tênis minimalistas no seguinte post: http://www.porissoeucorrodemais.com.br/2013/11/teste-do-skechers-gobionic-para-revista.html). 

Pronto, eu precisava de mais um tênis e, por que não aproveitar o desconto da feira da maratona e investir em um tênis que poderá trazer mais estabilidade à minha corrida?! Presenteei-me, então, com o Nike LunarGlide 6, o qual por enquanto tenho achado muito bom, além de lindo, como vocês podem ver abaixo! rs





Considerando que nossa biomecânica não é necessariamente perfeita e que a corrida é um esporte de bastante impacto, é imprescindível darmos atenção aos nossos pés, passadas, e calçados, para diminuirmos o risco de desenvolvermos lesões e para corrermos (com qualidade) demais! ;)

domingo, 19 de outubro de 2014

Rock'n Roll Lisbon 1/2 Marathon

No final de setembro, postei no blog sobre minhas corridas em Lisboa, e então recebi um comentário do leitor Ramiro, de Porto Alegre. Ele estava vindo para Lisboa com sua esposa Thaís, para correr a meia maratona Rock'n Roll...

Combinamos, pois (toque português), de irmos à feira da maratona, no dia anterior ao da prova.

04 de outubro, 1 ano e 1 dia de Lisboa e recebi minhas primeiras visitas por aqui! Encontrei Ramiro e Thaís Saraiva no metrô (que aqui é metro, sem o acento, com o mesmo som que pronunciamos a unidade de medida) e fomos até a estação Oriente, onde se encontra a Expo, em uma região mais nova de Lisboa, chamada Parque das Nações.

Em pouco tempo, consolidamos a amizade até então virtual e eis que nos deparamos com aquela linha de chegada dizendo "Corrida da amizade":



O Ramiro  tão gentil, ainda me trouxe presente: uma camiseta e a sacolinha da maratona de Porto Alegre! 

Depois, na feira da maratona, tiramos uma foto que nos permitiu ganhar camisetas! A senhora disse para compartilharmos a foto, e agora estou divulgando em agradecimento! (De repente fiquei magra! rs)










Na feira da maratona também havia um painel em que as pessoas escreviam seus objetivos ou sonhos na corrida...

E nessa onda, pensei em começar a pensar em correr outra maratona... Quem sabe a Rock'n Roll de Lisboa! =O

E quem sabe poderemos correr juntos ainda, Ramiro! Nessa altura, espero que já tenha convencido a Thaís a correr também!


Afinal, apesar de a corrida ser um esporte individual, ela aproxima todos os seus adeptos! Corremos, logo somos amigos. 
Ramiro, Thaís e eu na feira da Rock'n Roll Lisbon Marathon

E deixo a vocês alguns dos versos daquela música fantástica do Dominguinhos, "Quem me levará sou eu":

"Amigos a gente encontra
O mundo não é só aqui
Repare naquela estrada
Que distância nos levará
As coisas que eu tenho aqui
Na certa terei por lá"

Que a corrida nos permita conquistar mais estradas, distâncias mais longas, e muitos bons amigos!

Parabéns, Ramiro, pelo sucesso na Rock'n Roll Lisbon Half Marathon! Obrigada pela visita, Ramiro e Thaís! Foi um prazer conhecê-los!

Um abraço a todos os meus amigos que estão longe!

Aguardem o próximo post!

Escreverei sobre os testes de pisada que fiz na feira da maratona, sobre tipos de pisada e de tênis!

terça-feira, 20 de maio de 2014

Véspera da maratona de Düsseldorf

Era sábado, faltava apenas um dia para a primeira maratona do meu irmão, mas ele não esboçava qualquer apreensão como eu vivenciara 8 meses antes, na estreia dos 42km.

Mesmo pai, mesma mãe, mesmos valores, mesma decisão de correr essa distância lendária, mas pra cada um a experiência da maratona fazia-se única. - E aqui estou englobando tudo: o período do treinamento, os pensamentos e sentimentos do antes, do durante e do depois.

A véspera da esperada corrida era o dia da suposta feira da maratona. Pra quem já tinha tinha ido à feira da maratona da Disney e à feira da maratona de Québec (que já era pequena comparada à da Disney), nem podíamos dizer que lá em Düsseldorf havia uma feira... havia sim um local onde buscaríamos os kits (camiseta, número de peito com chip, mochila, mapa da corrida, etc).

Fomos caminhando do hotel até lá. Detalhe que não era muito perto, mas, o que era uma boa caminhada diante de meia maratona ou até de uma inteira?!

Nesse tipo de "feira" (por menor que seja, vide esta), há mesas com pessoas divulgando as mais diversar maratonas ao redor do mundo. Logo na entrada, encontramos um cara muito simpático divulgando uma maratona no Suriname! Quando dissémos ser brasileiros, ele nos deu um abraço dizendo que éramos vizinhos! 

Também estavam expondo alguma maratona na Espanha - como chamariz deixavam sobre a mesa aperitivos: presuntos e queijos de origem.

Pegamos os nossos kits e fomos encontrar uma amiga minha alemã que fora intercambista junto comigo há 10 anos... 

Com o kit em mãos
Vendo o mapa da corrida
Uma tarde agradável com velhos e novos amigos.
(E na minha blusa estava escrito o seguinte: "Running is a mental sport and we are all insane.")

Tivemos uma tarde tranquila, mas depois estávamos a pé pra voltar para o hotel, e andamos bem mais do que o indicado para uma véspera de uma maratona (ou meia).

Para jantar: massa, num restaurante italiano.

Deixamos separadas as roupas para o dia seguinte e dormimos...

sábado, 7 de setembro de 2013

O dia em que eu virei maratonista - parte 1

Acordei às 5h20 da manhã no tão esperado dia 25 de agosto de 2013. É verdade que eu já tinha acordado algumas vezes antes, mas, graças a Deus, não tinha passado a noite em claro.

Acordei sem sono, sem medo, ou traço de arrependimento. A ansiedade havia dado lugar para uma grande vontade de ir além. Uma vontade de conquistar.


Eu viajava com meus pais e tios. E naquela manhã, eu acordava num quarto de um castelo. – Para alguns momentos na vida, extravagâncias como essa valiam a pena. – Apesar disso, o castelo-hotel não servia café da manhã. Das nossas comprinhas do supermercado, comi pão com cream cheese + geleia e um pedaço de uma banana de casca vermelha. Tomei chá, preparado pela minha mãe, com a água quente da cafeteira do quarto.

Sem muita demora, vesti a roupa que eu escolhera com carinho: um short mais compridinho, para não causar atrito entre as pernas. Por cima dele, uma bermuda mais soltinha, que tinha um bolso de cada lado. (Eu precisava ter bolsos para guardar os géis de carboidrato.) Vesti o top que eu achava mais confortável e uma camiseta de manga curta e tecido levinho – ela era bonita e combinava com meu tênis rosa. Coloquei o relógio Garmin no pulso e o frequencímetro abaixo do top, por baixo do qual coloquei micropore e passei um “protetor” que serve como uma vaselina pra proteger do atrito, mas não é melecado (comprado na feira da maratona, no dia anterior).


Fui ao banheiro. Passei vaselina no pé, para não fazer bolhas. Coloquei uma meia grossinha para proteger bem e calcei meu Wave Sayonara. De repente, o pé começou a coçar! Arranquei a meia e coloquei uma mais fina. Ufa! Peguei uma camiseta de manga comprida para proteger do frio da manhã (depois a guardaria na mochila do meu pai que deixaríamos no guarda-volumes). Boné na cabeça. Protetor solar no rosto.

Nos bolsos, guardei 3 géis de raspberry da marca CLIF, que eu tinha gostado muito quando experimentei na meia maratona de Disney. Meu técnico Marcão havia dito que era a melhor marca! E como não encontramos no Brasil, compramos lá em Québec, na feira da maratona. Detalhe: na prova eles distribuiriam gel em alguns postos do percurso, mas eu preferi me garantir com aquele que eu já conhecia e gostava.

Era hora de sair. Meu pai e eu precisávamos chegar até às 7h00 na área de onde sairia a balsa para a cidade de Lévis. Depois da travessia, um ônibus nos levaria para o local da largada. Minha mãe iria em seguida , com meu tio, para outro ponto da cidade de Québec, de onde sairiam ônibus que os levariam para a largada da meia maratona (exatamente na  metade do mesmo percurso que  eu faria).

Caminhando com meu pai do hotel até a balsa, rezamos.

Adiante, avistamos nossos companheiros daquele desafio. Então, fomos nos juntar aos bons! Naquela manhã também haveria a corrida de 10 km e a de 21,1 km, mas os participantes dessas estavam em outros locais. Naquele pedacinho eu estava cercada de “gente grande” de todas as idades, corpos, nomes e rostos. Certamente, muitos deles eram “veteranos de guerra”. E eu estava lá para tentar uma vaga nesse time de resistentes.

Logo entramos na balsa. Fiquei com meu pai na parte de dentro, pra protegermos do vento gelado, e só saímos um pouquinho pra ver a linda paisagem. Do outro lado do rio estava o "nosso" castelo! (Não levamos máquina fotográfica, mas salvamos aquela vista panorâmica na nossa memória). Alguns corredores encontravam-se sozinhos; outros, com amigos ou familiares. Todos, porém, pareciam concentrados. A barca movia-se silenciosa. Eu, no meu ímpeto interno, queria conhecer todas aquelas pessoas e saber de suas histórias até ali. Mas também fiquei quietinha... Foi quando ouvimos alguém falando em português.
  
Dois amigos brasileiros. Marcio e Luis Gustavo. O Marcio também iria debutar na maratona. E como Brasil é Brasil, de repente já éramos antigos conhecidos. Sentamos do lado deles no ônibus. Chegamos num complexo fechado, que era um amplo saguão de hotel. Lá tinham grandes banheiros limpíssimos (muiiiito melhor do que se fossem banheiros químicos!). Pela primeira vez a fila das mulheres era menor. Isso se devia ao fato de estarmos em menor número (dos 1448 participantes, 1082 eram homens e 345, mulheres).

Ali no saguão também cruzamos com o Bruno Bueno, outro brasileiro que havíamos conhecido no dia anterior, na feira da maratona. (Aliás, hoje percorri a lista dos participantes desses 42,195 km de Québec e descobri que encontramos todos os outros 3 brasileiros inscritos ali!)

O frio começou a ir embora. Tirei a manga comprida, pra ir me aclimatando. Fomos procurar o guarda volumes. Era num caminhão estacionado do lado de fora. Saímos. A música que estava tocando começou a me contagiar! "We've come too far to give up who we are. So let's raise the bar and our cups to the stars. She's up all night 'til the sun. I'm up all night to get some. She's up all night for good fun. I'm up all night to get lucky"

Foi nesse embalo que se sucederam outras tantas músicas animadas. Eu queria viver aquele momento e nenhum outro! Tomei um pouco d'água que a organização tinha se encarregado de providenciar. A estrutura da prova era fantástica e eu estava super entusiasmada com aquela concentração inicial!

Ficamos conversando com nossos novos amigos, até que começou a contagem regressiva de minutos e fomos nos posicionar um pouco mais pra perto da largada. Meu pai tinha dito que correria essa maratona ao meu lado. Não queria lhe pedir isso, já que ele diminuiria muito o ritmo dele, mas confesso que fiquei feliz e isso me deu maior segurança.

Finalmente, às 8h30 da manhã, foi dado o tiro da largada. "BUM!" Começou. Eu estava ali, correndo a maratona, e isso era real.

(continua no próximo post...)