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domingo, 23 de junho de 2013

MAR-(I)(ATO)-NA

Hoje, brincando com as palavras, descobri que entre mim, “MAR- I –NA” e a tal da “MAR – ATO – NA”, existe apenas um hiato. E hoje, esse hiato tem a duração de apenas 2 meses e 2 dias. O tempo passou, mas de forma muito produtiva.

Sobre o treinamento pra maratona, o Marcão tinha nos lançado a pergunta: “Vão encarar ou vão afinar?” Em 21 de janeiro, meu pai respondeu: “A resposta de todos aqui de casa é: Vamos encarar!" (todos éramos eu, meu pai e meu irmão... minha mãe tinha escapado dessa!). Daí, tivemos um tempinho para nos alinharmos tecnologicamente: criamos emails, respondemos relatório, trocamos telefone e marcamos um primeiro skype.

Para começo de conversa, minha primeira conversa no skype com o Marcão durou cerca de 1 hora e meia, se não mais. Ainda era tudo uma grande novidade. Anotei um monte de coisas, como numa aula instigante, em que você não quer perder nenhum detalhe. Depois dessa primeira “aula” eu já tinha uma série de lições de casa. O Marcão cercou por todos os lados.

Escaneei e mandei pra ele meu ergométrico (feito em novembro de 2012) e exames gerais feitos em 2007. Estava na hora (ou passava dela) de retomar a ida aos médicos!

Tirei foto do meu treino na academia, e mandei pro Marcão. Marquei nova avaliação física com o Carlinhos, para que ele montasse um treino focado na maratona.

Marquei ortopedista, endocrinologista, e nutricionista. Fiz raios x, escanometria óssea, exames de sangue, bioimpedância (que analisa sua composição corporal), e fiz (e faço) dieta.

Como eu já sabia, a escoliose (de origem hereditária no meu caso), continuava lá, assim como aqueles milímetros de diferença de uma perna pra outra. O Dr. Sidney, que além de ótimo ortopedista é triatleta, disse que eu deveria voltar a fazer RPG (reeducação postural global), e usar palmilha.

A endócrino, Dra. Vera, disse que meus exames estavam ótimos (quase que não poderiam estar melhores).

A Alessandra, nutricionista, ficou contente que, depois de um mês de dieta, perdi cerca de 3,5kg de gordura, sendo que na balança eu havia perdido 1,8kg (ou seja, tinha ganhado massa magra).

Em casa, passei a medir a frequência basal. Pelo menos 3 vezes por semana, anotava meus batimentos cardíacos ao acordar.

Enquanto tudo isso... eu treinava. Escolhi o período da manhã, antes de ir de trabalhar.

Terça, sábado e domingo eram reservados pra corrida. E domingo era dia de treino mais longo. Segunda e quarta eu ia à academia do clube Ipê. Quinta era meu “day off” (meu irmão diz que é muita moleza). Sexta fazia spinning, ou quando acordava cansada (por ter aula às quintas à noite), fazia apenas uma bicicleta ergométrica no prédio.

E foi mais ou menos assim que comecei essa séria brincadeira...

terça-feira, 11 de junho de 2013

Encontrando o tempo

- E a vida? - me perguntavam.
- Corrida. Em todos os sentidos.

Dorme, acorda, mede a frequência basal.
Café da manhã, chá verde pra ficar acordada a tarde, frutas, sanduiche.
Roupa, salto, brinco, relógio, bolsa. 
Garmin, frequencímetro, ipod, whey.

Parque, banho, - Aaai, to atrasada!!
- E ainda tem que secar o cabelo!!

- Todo dia 10, 11 e 12 o Almir vem pra São Paulo, mãe. Vou cortar. Você também? Então combinado, já falei pra ele que vamos na terça.

Meus cachos ao vento, minhas luzes no sol... deixa tudo pra depois da maratona. É que a vida anda (corre) corrida...

Cabelo cresce.
É tudo uma questão de tempo!

E o tempo também está correndo. Interesses comuns, viramos amigos.

Empatia, sabem como é, nessa noite cortei o cabelo e o tempo disse que seríamos namorados... 

Amanhã espero ganhar um presente do tempo: um pouco mais de tempo!