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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Let the memories begin...

Jantar de massas na véspera da meia-maratona
Família na feira da maratona

















Janeiro de 2012 e lá estava eu na Disney. E com quem mais a gente vai à Disney? Com a família! Exato. Só que minha família estava lá para correr. Meu pai, a maratona, e eu, minha mãe e meu irmão, a meia.

Sábado e domingo passado foram dias de 21 e 42 km na Disney, e eu pensei em lhes contar a minha experiência por lá...

Você chega à Disney e se depara com o seguinte slogan "Let the memories begin". Assim, correr na Disney certamente seria algo memorável! Lá é como se todos voltassem a ser crianças, e crianças sabem se divertir.

A semana da maratona da Disney é um evento! A começar pela feira da maratona que é super grande. Dentre outras coisinhas, lá comprei um tênis Newton, que não é nada fácil de se encontrar (ainda precisarei fazer um post só sobre ele). Também comprei uma camiseta que diz "Forget the glass slippers, this princess wears running shoes" (Esqueça o sapatinho de cristal, essa princesa usa tênis de corrida)! ;)

Falando sobre a corrida, vou tentar contar de forma breve: a meia maratona é do pato Donald, a maratona é do Mickey e há também quem corra a meia em um dia e a maratona no dia seguinte! Como isso é coisa de "louco", chama-se o desafio do Pateta! E agora, lançaram também o desafio do Dunga: que abrange também as corridas de 5 e de 10km, que antecedem a meia e a maratona! Inimaginável!
Pausa para uma foto com o Stitch

Na largada, Mickey, Donald e Pateta - em seus trajes atléticos!















Sobre a meia maratona, posso dizer que ela é uma das provas mais divertidas, se não a mais, que você correrá! Fomos no espírito de festa. Não tínhamos pretensão de fazer tempo. Correríamos os três juntos: eu, minha mãe e o Lucas, e juntos cruzaríamos a linha de chegada. Levamos uma máquina fotográfica, e a corrida nos rendeu cerca de 100 fotos... em movimento. Além dos corredores, a torcida é gigante, e a animação ao nosso redor motiva  demais!

Pelo caminho, cruzamos com uma série de personagens da Disney que pousam pra fotos junto com os corredores que resolvem enfrentar uma fila (nós demos sorte de encontrar o Stitch sem fila!). Nosso percurso de 21km passava pelo Magic Kingdom (inclusive por dentro do Castelo da Cinderela!) e pelo Epcot Center! (Meu pai, que correu a maratona, também passou pelo Hollywood Studios e pelo Animal Kingdom).
Passando pelo Castelo da Cinderela, no Magic Kingdom
Já no local da corrida, na fila do guarda-volumes
e com frio!

Mas, como a vida é feita de prós e contras... aí vem um inconveniente dessas provas: como passam por dentro dos parques, e os parques continuam recebendo milhões de turistas, a corrida começa cedinho, cedinho. E, em janeiro, é inverno no hemisfério norte!

Durante a corrida, o Lucas corria e fotografava tudo...
E a temperatura já estava amena


O problema então, não é apenas o horário de acordar, mas o frio que precisamos enfrentar! Até porque demora um bom tempo desde o momento em que pegamos o ônibus no hotel (por volta das 4h30 da manhã!) até a hora da largada. Por conta da baixa temperatura, muitos corredores levam agasalhos, luvas, gorros e cobertores velhos, e largam ao longo do caminho! É uma prática comum! E foi engraçado ver os mais friorentos recolhendo os agasalhos recém-abandonados!

Bem, se estiverem preparados para enfrentar o frio, e não estiverem buscando uma maratona ou uma meia maratona para performance (aquelas que tem clima e percurso favoráveis), a Disney é uma ótima opção para se divertir correndo! E a medalha é um espetáculo a parte! Linda! :)

Na chegada, com essas "capas" de papel alumínio que esquentam, preservando
o calor do corpo pós-prova, e com nossas lindas medalhas do Pato Donald
Família corredora: Lucas, Marisa, José Reynaldo (com medalha do Mickey) e eu

domingo, 8 de dezembro de 2013

Gripe: corra dela!

Dezembro. Vem chegando o verão... o calor aumenta, e meus treinos longos estão ficando ainda mais longos... Quando vi na planilha que o Marcão tinha colocado 22km para o domingo, pensei: "Será que ele está "secretamente" me treinando para outra maratona?!" rs

Bem, apesar dos 22km que me aguardavam, ontem fui em um aniversário e hoje acordei um pouco mais tarde. Como o treino deveria ser na USP (mais longe que o Ibira), já era meio dia quando comecei a correr! (Meu treinador quer me matar com uma notícia dessas, porque o calor desgasta demais! Maaas, era o que eu tinha pra hoje, e eu estava me sentindo super bem... não queria deixar de treinar!)

Após 22km num calor de 30o C
Estávamos colocando a bike no carro (porque minha mãe ia pedalar enquanto eu corria) e lembramos que precisávamos pegar uma camiseta extra para o fim da corrida! Subi para buscar, afinal, eu correria bastante, e depois demoraria para retornar para casa e tomar um banho.

E essa é a minha dica para vocês hoje: LEVAR UMA CAMISETA PARA TROCAR LOGO QUE ACABAR O TREINO! 

Isso é muito importante, porque depois de praticar uma atividade em que suamos bastante, nosso corpo esquenta (seja no calor, seja no frio), o suor deixa a roupa molhada, o que resfria nosso corpo. Isso dá um resfriaaado!!! E com a queda de resistência, pode evoluir para uma gripe!

No inverno, então, sofremos um choque térmico ainda maior ao final dos treinos, e por isso, além de trocarem a camiseta, é importante que levem um agasalho para vestirem no fim da atividade.

Seja qual for a estação do ano, fica a dica da camiseta seca para vestirem pós-treino, evitando uma "experiência da catástrofe inútil", conforme Clarice Lispector em sua crônica "A posteridade nos julgará": 
Tal mãe, tal filha.
Findo o treino, colocamos as camisetas secas.


"Quando for descoberto o remédio preventivo contra a gripe, as gerações futuras nunca mais poderão nos entender. Gripe é uma das tristezas orgânicas mais irrecuperáveis, enquanto dura. Ter gripe é ficar sabendo de muitas coisas que, se não fossem sabidas, nunca precisariam ter sido sabidas. É a experiência da catástrofe inútil, de uma catástrofe sem tragédia. É um lamento covarde que só outro gripado compreende. Como poderão os futuros homens entender que ter gripe nos era uma condição humana? Somos seres gripados, futuramente sujeitos a um julgamento severo ou irônico."

(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.)