Dezembro. Vem chegando o verão... o calor aumenta, e meus treinos longos estão ficando ainda mais longos... Quando vi na planilha que o Marcão tinha colocado 22km para o domingo, pensei: "Será que ele está "secretamente" me treinando para outra maratona?!" rs
Bem, apesar dos 22km que me aguardavam, ontem fui em um aniversário e hoje acordei um pouco mais tarde. Como o treino deveria ser na USP (mais longe que o Ibira), já era meio dia quando comecei a correr! (Meu treinador quer me matar com uma notícia dessas, porque o calor desgasta demais! Maaas, era o que eu tinha pra hoje, e eu estava me sentindo super bem... não queria deixar de treinar!)
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Após 22km num calor de 30o C
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Estávamos colocando a bike no carro (porque minha mãe ia pedalar enquanto eu corria) e lembramos que precisávamos pegar uma camiseta extra para o fim da corrida! Subi para buscar, afinal, eu correria bastante, e depois demoraria para retornar para casa e tomar um banho.
E essa é a minha dica para vocês hoje: LEVAR UMA CAMISETA PARA TROCAR LOGO QUE ACABAR O TREINO!
Isso é muito importante, porque depois de praticar uma atividade em que suamos bastante, nosso corpo esquenta (seja no calor, seja no frio), o suor deixa a roupa molhada, o que resfria nosso corpo. Isso dá um resfriaaado!!! E com a queda de resistência, pode evoluir para uma gripe!
No inverno, então, sofremos um choque térmico ainda maior ao final dos treinos, e por isso, além de trocarem a camiseta, é importante que levem um agasalho para vestirem no fim da atividade.
Seja qual for a estação do ano, fica a dica da camiseta seca para vestirem pós-treino, evitando uma "experiência da catástrofe inútil", conforme Clarice Lispector em sua crônica "A posteridade nos julgará":
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Tal mãe, tal filha.
Findo o treino, colocamos as camisetas secas. |
"Quando for descoberto o remédio preventivo contra a gripe, as gerações futuras nunca mais poderão nos entender. Gripe é uma das tristezas orgânicas mais irrecuperáveis, enquanto dura. Ter gripe é ficar sabendo de muitas coisas que, se não fossem sabidas, nunca precisariam ter sido sabidas. É a experiência da catástrofe inútil, de uma catástrofe sem tragédia. É um lamento covarde que só outro gripado compreende. Como poderão os futuros homens entender que ter gripe nos era uma condição humana? Somos seres gripados, futuramente sujeitos a um julgamento severo ou irônico."
(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.)