terça-feira, 26 de novembro de 2013

La même histoire

batata doce na balança
Daniela sempre vinha me falar de seu progresso na corrida e na academia; e era visível como seus olhos tinham mais brilho e como ela estava emagrecendo.

Giovanna incorporou a atividade física na sua vida, fez uma dieta, ficou ainda mais linda e correu sua primeira provinha de 5km.

Vaine gostou das minhas marmitas nos dias de pós, comprou uma balança e sempre nos mandava fotos de batata doce.

Wilson, que treinava para o ironman, também resolveu criar seu blog.


Sidney correu sua primeira meia, fez várias provinhas de triathlon e já vislumbrou a possibilidade do ironman.

Nina me contou que seu pé direito estava doendo quando pisava, e queria melhorar para não perder o pique agora que começara a correr.

Nana após um treino no Ibirapuera
Luiza precisava trocar o tênis e me pediu dicas sobre marcas e modelos, e, além de voltar a correr, incentivou a sua mãe.


Carolina comprou um tênis roxo, disse que queria começar a correr e precisava da minha ajuda para progredir e se livrar das cãibras.


Nana viajara com sua família para prestigiar a mãe que correria uma maratona de revezamento em Búzios, gostou tanto que voltou me propondo que fizéssemos esse revezamento no ano que vem, e começou a treinar para 10km.


Lucas após a meia maratona de Rennes, França


Lucas foi pra festa, bebeu, pouco dormiu, e ainda assim, na manhã seguinte, fechou a meia maratona para 1h42min! 


Julia me contou que acordou mais cedo para correr e ainda por cima fez um amigo no Parque da Aclimação!


Renata disse que começara a ler meu blog diariamente, porque queria começar a correr, e hoje recebi seu email, contando que em sua humilde posição de "ex-sedentária", tinha corrido 18 minutos na esteira e estava feliz!



Martha pedalando




Martha tinha abandonado sua vida sedentária há uns 3 anos, acordava cedo para correr e aos domingos pedalava com o pai na ciclofaixa.


Luiz chegava na academia do prédio desanimado por ter que pedalar na bicicleta ergométrica, afinal, o joelho pedia um pouco de tempo.




Deep water running
Gabriel começou a sentir uma dor chata no joelho e me contou do deep running que havia começado a fazer, com orientação do Marcão, que agora também o treinava.


Marilia estava firme e forte no pilates, fez planos de voltar a pé do trabalho, mas os horários e as ruas da cidade de São Paulo deixaram os planos para um outro tempo...


Marcos, em Recife, fazia o caminho para o trabalho de bike, há 3 anos, e acabara de completar a maratona de Buenos Aires, fazendo sua segunda melhor marca nos 42,195km.

Nascido para correr, de Chistopher McDougall 


Daniel também tinha lido "Nascido para correr" e pensava em correr a maratona de Berlim, em 2015.


Marcio debutou em sua primeira maratona e agora se prepava para o desafio do pateta na Disney (meia maratona num dia e maratona no dia seguinte!)

Garmin 310 e acessórios





Ramiro, em Porto Alegre, descobrira o blog e também já não conseguia mais correr sem o Garmin...




Eu corria e assistia à corrida deles. Era personagem e escritora da minha própria história, e era um pouquinho personagem e escritora das histórias deles...

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

10.000 visualizações! \o/

E depois de 5 meses de blog, ontem vocês leitores me deram um presente: a felicidade de ver a seguinte telinha:


10.000 visualizações de página! 

Acreditem, cada visita, cada novo seguidor do blog, cada novo comentário, cada curtida no facebook... é uma nova alegria! 

Afinal, adoro escrever, mas sempre será bem melhor quando vocês gostarem de ler o que escrevi! 

Obrigada por me acompanharem no treino para a minha primeira maratona e no que veio e virá depois dela! 

Espero poder transmitir boas dicas a vocês, a partir das minhas experiências, tropeços e aprendizados. 

Beijos!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Teste do Skechers Gobionic para a Revista Sport Life

E para vocês que gostam de tênis e de testes, trago um teste que meu pai fez para a Revista Sport Life e saiu na edição de abril de 2013, cuja capa é esta aí ao lado. 

O teste trata de um tênis minimalista. E, antes de resolverem comprar/usar um desse tipo, é importante se informem sobre ele. 

Meu treinador, Marco Antônio Oliveira, me ensinou, dentre outras coisas, que: (i) para usar um minimalista é necessário passar por uma fase de adaptação, a qual pode durar meses; (ii) nas primeiras semanas dessa fase, é preciso diminuir a quilometragem percorrida; (iii) há risco de lesão se a transição não for progressiva; e (ix) há risco de lesão para corredores com sobrepeso.

Com essa breve introdução, deixo vocês com as impressões do meu pai sobre o tênis Gobionic, da marca Skechers!

domingo, 17 de novembro de 2013

Os clássicos 10km da São Paulo Classic

Havia me esquecido de como era correr uma provinha de 10km...

Esse ano, as minhas únicas provas haviam sido: duas meias maratonas (21,1km) - Corpore em abril e Asics em julho - e uma maratona (42,2km) - Québec em 25 de agosto de 2013.

Como não penso em fazer minha segunda maratona tão logo, a ideia por ora é melhorar velocidade e ter mais rodagem. Tudo isso é fundamental para ter "base", e para eu poder me aventurar, futuramente, em outra maratona!

Vamos a hoje! Era dia de uma das grandes corridas organizadas pela Corpore, a São Paulo Classic - Troféu Zumbi dos Palmares. Tinha opção de 3,1 e de 10km, conforme mapas abaixo, retirados do site da Corpore.


Despertei às 5h50 deste domingo e medi minha frequência basal, o que não fazia há meses!

Café da manhã: 1 copo de água gelada e depois 2 fatias de pão integral com 1 fatia média de queijo branco + 1/2 copo de suco de laranja.

Fui com minha mãe até o parque Ibirapuera, onde estacionamos o carro e de lá fomos andando/trotanto até a largada da prova, na Assembleia Legislativa.

A prova já tinha largado há 6 minutos. Largamos com os caminhantes e minha mãe disse que eu podia ir embora.

Bem, larguei atrasada e, portanto, ao meu lado quase só havia caminhantes. O lado bom era que eu podia desenvolver a corrida, o que costuma ser meio difícil no primeiro quilômetro, com mais de mil corredores largando amontoados. Outra coisa boa é que eu só ultrapassava as pessoas, do começo ao fim! E não vou negar, isso tem lá a sua graça! rs

Meu treinador tinha dito para eu tentar correr de forma progressiva e sem olhar o tempo. Então, meu Garmin estava coberto com micropore e eu corria despreocupada com ritmo e tempo final. Éramos eu, a rua, os corredores, e a garoa, que logo virou uma chuva persistente.

O percurso bifurcou quando os caminhantes de 3km estavam prestes a acabar a prova deles. Segui à direita, com aqueles que foram para os 10km.

Tomei golinhos de água sempre que via um posto de hidratação. Eram dois golinhos e eu tinha que jogar fora o resto do copinho. Um desperdício necessário para manter a hidratação sem hidratar além da conta, o que prejudicaria qualquer rendimento.

Lá pro meio da corrida, teve subida, mas tudo que sobe desce. E aquela subida da 23 de maio não me assustava mais depois daquelas que eu tinha encontrado na maratona. Principalmente porque hoje a subida tinha fim! rs

Aliás, o interessante é que a prova de 10km acaba rápido!

Foi assim que logo avistei a linha de chegada.

Tirei o micropore para ver meu tempo: 55:09:71, para 10km e 100m, o que significava uma média de 5min27s por quilômetro.

Eu sinceramente não lembrava qual tinha sido meu melhor tempo nos 10km, mas acho que posso adotar esse! :)



Na corrida de hoje, cruzei com o Emerson Bisan, marido da Aurea, que também estreou na maratona esse ano, e treinador do Gustavo, professor e amigo do meu pai.








Ao final, como meu pai é diretor técnico da Corpore, encontramos o David e o Armando, o presidente e o diretor executivo da Corpore, respectivamente!
Foto com a Diretoria! David e Armando, parabéns pelo trabalho!
E então, fim de papo! Depois dessa chuva, casa e banho quente!
Começou com garoa e acabou com muita chuva. Foi uma ótima corrida!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Tem dia que sim, tem dia que não...

Existem dias-sim e existem dias-não...

No domingo retrasado, o Marcão havia proposto treino de 16km para o ritmo de  5:50 (5min e 50s por km).

Comecei numa boa! Depois da primeira volta de 6km, porém, já me senti mais cansada. Fazia MUITO sol. Devia estar por volta de 30 graus e o parque estava cheio. Meu ritmo caiu e por vezes eu parava um pouco, andava, e recomeçava.

Eu queria encontrar alguém pra me puxar... Atendendo os meus pedidos, no meio daquele monte de gente, encontrei o Waldyr, e com ele corri mais ou menos do km 9 ao 12. Achei que me ajudou muito, mas logo ficou difícil de novo, e fui até o final mesmo assim. =/

Mais tarde, após ler meus comentários sobre o treino, o Marcão me mandou mensagens no "We chat" dizendo que o treinamento deve ser evitado da forma como eu havia feito. Disse que eu deveria ter abortado o treino logo ali no km 6 e voltado para casa, porque é uma agressão muito violenta para o organismo quando ele avisa que não consegue mais correr, e tentamos forçar de qualquer jeito.

Mas isso tudo poderia ter diversas causas: eu tinha dormido muito pouco naquela semana, atrasei um dos treinos de manhã para a noite, e os treinos ficaram mais próximos, com menor intervalo de descanso. Além disso, um deles havia sido de fartlek (um treino específico para adquirir velocidade)... Somado a isso, as condições climáticas vieram desgastar mais. E por isso que enquanto todos torcem por fins de semana ensolarados, às vezes eu torço por domingos fresquinhos (para ter o parque um pouquinho mais para mim, como nas manhãs dos dias de semana).

Passou uma semana e eu precisei abortar o treino do sábado. A questão é que tem hora que é preciso ser flexível para que a atividade física seja mais lazer do que compromisso. 

Saí à noite. Bebi caipirinha (minha nutricionista já está sabendo!) Dormi de madrugada (ou melhor, de manhã). Acordei cedo e fui com minha família para o aniversário de 90 anos de uma tia. Era num sítio, no interior. Fui já trocada e equipada para meus 10km, mas chegando lá, meu estado e aquele sol escaldante não me permitiram correr. Esse poderia ter sido outro dia-não, mas eu precisava queimar aquele churrasco e o bolo de aniversário! 

Então, de volta à São Paulo, com o clima ainda quente, mas com uma lua no lugar do sol, desci para correr na esteira do prédio e consegui fazer meus 10km num ritmo médio de 5:48. Foi ótimo! 

E depois do treino, pra refrescar, um pulo na piscina!

E a lição que fica é que fazem parte dos treinos o descanso pro corpo e o descanso pra alma! 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Suando e sorrindo

Ontem recebi um email do meu amigo que está morando em Londres, com o título: "Má, lembrei de você!"

No corpo do email, apenas um link, que recomendo para todos os maratonistas e aqueles que virão a ser:

No link, é possível verificar algumas das coisas mais felizes que podemos ver durante uma maratona.

Vi praticamente todas elas (além de outras) e inclusive as descrevi para vocês na parte 1, 2 e 3 do dia em que eu virei uma maratonista.

A conclusão que chego é que nós corredores, por mais diferentes que sejamos, nos entendemos e nos unimos, por nos identificarmos. De repente somos amigos, mesmo que desconhecidos.

Obrigada por me fazer lembrar desses quilômetros e horas tão felizes da minha vida, Valério Salgado!

Aliás, seu sobrenome acaba de me lembrar uma frase de uma camiseta do meu pai que diz que a vitória não é doce, mas salgada! (É que o suor é salgado!)

Para quem quiser conferir a história da minha primeira maratona, seguem os links:

Parte 1 -da hora em que acordei até a largada:

Parte 2 -da largada até a metade da maratona (21,1km): 

Parte 3 -dos 21km até a linha de chegada dos 42,2km: 

Beijos e vamos dormir, porque amanhã tem treino!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Dia das bruxas ecológico


Halloween... isso nos faz lembrar de bruxas e gatos pretos! 

Falando neles, acho que se eu fosse supersticiosa, já estaria fadada à má sorte para toda uma vida!

Digo isso porque cruzo com muitos gatos pretos logo no começo das minhas corridas no Parque Ibirapuera. Por serem tão frequentes, nunca tirei foto deles, mas, na terça-feira passada cruzei com um outro bicho interessante e não pude deixar de fotografar: o urubu-de-cabeça-preta!

Por se alimentarem de carniça e matéria em decomposição, esses lixeiros naturais podem figurar como os nossos mascotes desse dia das bruxas! E, assim como os gatos pretos, os urubus não fazem mal a ninguém. Pelo contrário, são importantíssimos para a preservação de nosso meio ambiente!
Ele estava lá na minha frente e pousou pra foto!

Urubus tornando a minha corrida mais interessante...

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

À prova d'água

Domingo passado foi dia de voltar a correr longuinhos... 14km em ritmo progressivo.

Eram 4km no ritmo de 6:20, 4km a 6:10, 3km a 6:00, e os últimos 3km a 5:50.

A Débora, minha nutricionista, me passou um café da manhã específico para esse treino:

Eu deveria tomar água de manhã, para me hidratar e ingerir o café da manhã 1 horas antes do treino.

Durante o treino ela disse para eu tomar 500ml de água fria/gelada, quantidade essa que coube perfeitamente nas minhas garrafinhas que comprei junto com aquele tipo de cinto.

Não havia encontrado para comprar um cinto desse tipo por aqui... Mas nos Estados Unidos, durante a viagem pós maratona, encontrei vários e escolhi um que ficava bem preso e não atrapalhava. Na parte de trás tem duas garrafinhas e um bolsinho em que cabe um celular; na frente, um bolsinho pequeno onde cabe uma chave, por exemplo.

Equipada com o cinto que tem suporte para garrafinhas d'água
Lá fui eu, me sentindo uma esportista equipada! Minha mãe começou correndo comigo. Fazia sol, mas o céu já dizia que a chuva viria... Na Praça da Marinha (também conhecida como praça do sino) perto da Marquise, passamos por árvores que pareciam uma pintura ao contrastar com aquele céu de um azul carregado com um quê de roxo. As flores eram de um rosa claro, quase branco, e o visual era tão perfeito naquele momento, que merecia um registro fotográfico. Acontece que o celular havia ficado no carro... 

"Deixa chover. Ah! Ah! Aaaaaaah! Deixa a chuva molhar"
(Deixa chover, Guilherme Arantes)
Continuei correndo e, no km 3, a chuva despencou. Chuva de primavera. Chuva de verão. Uma bênção vindo diretamente do céu. 

"Lá fora está chovendo, mas assim mesmo eu vou correndo..." (Que maravilha, Jorge Ben Jor)

Era engraçado ver as pessoas se escondendo sob locais cobertos. Mas não eu. Eu adorava aquilo ali! Fui fabricada à prova d'água. Mas e o Garmin?! Minha preocupação repentina foi com ele! Tirei do pulso e fui correndo com ele na mão. Depois coloquei no bolsinho do novo "cinto". Decidi voltar correndo com a minha mãe para o carro, e nessas alturas eu tinha percorrido apenas 4,9 dos meus 14km. Pensei em terminar na esteira, mas eu queria tanto correr naquela chuva deliciosa... Pausa para pensar. Para cantar. Para fotografar.

Fomos até o clube Ipê (ali do lado) e encontramos o meu pai, que me deu a melhor notícia: meu Garmin era SIM à prova d'água! Ao mesmo tempo, a chuva foi arrefecendo e eu já não tinha mais dúvidas de que queria terminar o treino no Parque Ibirapuera! (Na verdade, até gostaria que fosse debaixo de chuva!)

 "Na beira da lagoa foram ensaiar para começar o tico-tico no fubá..."
(O pato, cantado por João Gilberto)
Voltei ao parque encharcada dos pés à cabeça, mas apesar do peso que o tênis fazia, a corrida foi leve. Voltei ao local das árvores que pareciam pintura, e agora eu tinha o celular no compartimento do cinto, mas o céu havia mudado e toda a paisagem, apesar de linda, já não era a mesma. Apesar disso, foi demais ver o sol, ver a chuva, e novamente o sol.

Até encontrei um par de marrecos simpáticos que andavam determinados para se juntar a patos, gansos e cisnes. Foi bom. Foi muito bom correr por ali. 

Estreei minhas garrafinhas e aprovei! Elas permitem que o treino flua, porque não é preciso parar pra beber água no bebedouro! Dessa forma, é possível beber a água no momento certo, já que ela fica sempre ao nosso alcance! Para quem faz treinos longos, eu recomendo!


Findo o treino, pedi para uma moça tirar uma foto minha com o porquinho. Eu disse que era para um blog que eu escrevia. Muito atenciosa, ela, que era jornalista, perguntou sobre meu blog. Obrigada pelas fotos e pela simpatia, Márcia!

Ao final da corrida, somos todos porquinhos!

domingo, 27 de outubro de 2013

Meu teste do Mizuno Wave Sayonara no facebook

Depois de o meu teste do Mizuno Wave Sayonara sair na revista Sport Life, a jornalista Lygia Haydée me mandou o link que publicaram na fanpage da revista no facebook!

Já que o PDF da página da revista ficou pequenininho aqui no blog (http://correndodemais.blogspot.com.br/2013/09/testando-o-mizuno-wave-sayonara-para.html), segue o link no qual vocês podem conferir o "relatório" do tênis:


Perguntaram aqui no blog onde poderiam encontrar o tênis e, no começo de outubro, a Lygia me mandou a seguinte resposta da Mizuno:

"O tênis tá chegando aos pouquinhos nas lojas... pra você ter uma ideia, na Fast Runner chegou apenas masculino e estão catalogando ainda o feminino. Ainda assim, os leitores podem encontrar o Sayonara lá, ou na Mundo Corrida ou na Velocitá (que já está vendendo as duas versões também no e-commerce)?"

Seguem fotos do meu rosa, e do masculino - azul, para quem tiver interesse:


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Um barco que veleja. Um mundo que corre.



Gilberto Gil tem uma música incrível chamada "PELA INTERNET".


Foi por meio dessa tal internet que comecei essa empreitada de escrever um blog. 


Adoro escrever e é extremamente gratificante quando dizem que meu texto inspira a transpirar...



Logo que postei meu primeiro post, recebi um comentário de alguém que não conhecia. Era uma amiga de uma amiga de uma amiga da minha mãe. E morava nos Estados Unidos.

E então ela passou a acompanhar meus passos na corrida, e eu, os dela.

Sem nos conhecermos pessoalmente, já a tenho como uma amiga, muitas vezes até mais próxima do que pessoas que vivem ao meu redor.

Dias e horas antes da maratona, lá estava ela me mandando mensagens e torcendo por mim.

Quando acordei no dia 26 de agosto (the day after the marathon), recebi um presente dela: um post falando sobre a minha maratona, o qual gostaria de compartilhar com vocês:


Hoje ela já concluiu o desafio dela de 16km no Hollywood Studios e está treinando para a sua primeira meia maratona (que vocês lindos já aprenderam que é 21km! Ou, mais precisamente, 21,1km) no dia 08 de dezembro!

Obrigada, novamente, pela homenagem e parabéns por sua conquista, Dani Galvão!

Obrigada todos vocês que acompanham e comentam o blog!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Os corredores que calculavam

Corredor que já virou corredor costuma dizer seu ritmo em min por km e não em km/h, como quem pega a estrada. Hoje eu tive 8km pra 6:10. Mas o que significa isso? Significa que eu devia manter um ritmo de 6min e 10s por cada km percorrido. Com o relógio Garmin (ou outros desses que tem GPS), configuro meu visor para mostrar o tempo, a distância percorrida, e o ritmo, que é justamente esse “min/km” no exato momento. Assim, consigo saber se preciso apertar um pouco o passo ou correr um pouco mais leve.

Na próxima quinta-feira, terei 5km a 5:50, o que significa que, se eu mantiver o ritmo médio de 5min e 50s por km, terminarei a corrida em 29min e 10s. Logo, não vou me deslocar até o parque para correr essa distância que me demandará pouco tempo. (O trânsito de São Paulo toma mais tempo do que a própria corrida).


Então, vou descer pra correr na esteira do prédio. E engana-se quem pensa que correr na esteira não é tão bom, só que esse será assunto para algum outro post. O que quero contar pra vocês agora é que, diante dessa decisão de correr na esteira, é preciso saber que velocidade colocar lá. As esteiras costumam marcar a velocidade em km/h e aí é que entra a matemática. Como saber em que velocidade devo correr na esteira para o ritmo dado em min/km?

Isso é conta que qualquer engenheiro como meu irmão tira de número (ops, tira de letra!) Agora, coloca uma advogada, que passou anos longe da matemática, pra fazer essa conta! É claro que sempre foi muito mais fácil perguntar pro meu irmão, né? Mas, como o Lucas não se conformava com o fato de eu não fazer uma conta boba dessas, ele sempre me explicava a linha de raciocínio, para que eu fizesse a conta sozinha.

Eu aprendia, e logo mais esquecia. Outro dia ele me explicou de novo, passo a passo, como explicarei pra vocês. Acontece que ele foi fazer intercâmbio e era hora de eu internalizar a explicação!

Meu amigo Rafa, que trabalha lá na Controladoria da Fundação OSESP e estudou Ciências Contábeis, me relembrou da explicação do Lucas. Tudo não passa de uma regra de três, em que a gente precisa ter cuidado, porque estamos usando uma medida de tempo.

Todo corredor pode guardar o seguinte: falar em 6min/km é o mesmo que falar em 10km/h. 

Isso porque:
6min --------------- 1km
60min ------------- 10 km

(6min está para 1km assim como 60min (1h) está para 10km)

Pegando o exemplo do ritmo de 5min50s/km, preciso:

I. Transformar os segundos em minutos. Assim:

60s = 1min
50s = X

X = (50s . 1min)/60s
X= 50/60 min
X= 5/6 de min 
X = 0,83333 (50s = 0,8333)

Assim, o ritmo de 5min50s = 5,8333 min

II. Finalmente, trabalhando com a mesma unidade, podemos aplicar a regra de três:

5,8333min ----------- 1km
60min ------------------ Y

Y = 60/5,8333
Y = 10,28… 

Ou seja, na próxima quinta-feira, posso correr na esteira com velocidade aproximada de 10,3km/h.

Bom, esse é o raciocínio para os corredores que, como eu, não fazem essas contas de cabeça.
Afinal, pra correr, também é preciso calcular.

Bom dia, multiplicado pela semana e dividido para todos vocês!

domingo, 13 de outubro de 2013

Lago do Ibirapuera


Tirei essa foto em um treino tranquilo no Parque do Ibirapuera. Essa vista me enche de paz. E por isso resolvi fazer uma pequena paródia da última estrofe daquela música linda do Gil e do João Donato, "A paz":

Eu vim
Vim parar na beira do lago
Onde a estrada nunca tem fim
Onde pela manhã é verde e vago
Onde a corrida faz parte de mim
E seu ar me traz um afago

sábado, 12 de outubro de 2013

Desde os primórdios até hoje em dia, o adulto ainda faz o que a criança fazia!

E hoje, que é dia de criança, eu não podia deixar de trazer uma lembrança da minha infância...

Encontrei essa foto no álbum de 1994 e 1995, logo eu tinha 6 ou 7 anos e meu irmão tinha 4 ou 5.

Lá estávamos nós perfilados para uma corridinha infantil organizada pela CORPORE.

(No segundo post do blog, contei um pouco sobre como a corrida entrou na minha vida: http://correndodemais.blogspot.com.br/2013/06/como-tudo-comecou.html)

Estou à direita. A única menina dentre as crianças da foto. Ao meu lado está o Luquinhas, meu irmão.
"Há um passado no meu presente", como já dizia Milton Nascimento em sua música "Bola de meia, bola de gude".

Eu e meu irmão Lucas continuamos correndo. Ele está fazendo intercâmbio e amanhã irá correr a meia maratona de Rennes, na França! Meu orgulho!

"E a gente não se cansa, de ser criança, a gente brinca, na nossa velha infância", como a Marisa Monte canta em "Velha Infância".

E qualquer hora é hora para ser criança e começar a correr!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

E agora, José? A maratona acabou!

The dog days are over... Voltei a treinar de verdade!


Pois é... eu pensava que os dias de cão acabariam quando eu cruzasse a linha de chegada daqueles 42,2km, mas a verdade é que descobri que gosto muito de treinar. E esses 40 dias pós-maratona,  sem trabalho de força, com pouca quilometragem, e treinos intercalados com descanso... esses dias, vou contar pra vocês que foram um pouco “dog days”.

Senti algum tipo de vazio. “E agora, José? A maratona acabou!”
Uma crise de abstinência? rs

(Felipe Marcondes, no final você tinha razão! Os "dog days" seriam aqueles em que eu não estaria correndo!)

Bem, o que importa é que nessa semana o Marcão já colocou minha planilha! Na segunda, conversamos no skype. Terça corri na esteira, e quarta já comecei meu dia no parque Ibirapuera! Como foi bom respirar aquele ar puro, sentir aquele solzinho da manhã esquentando o corpo, e enxugar o suor escorrendo no rosto... Sim, the dog days are over! “Run fast for your mother, run fast for your father, run for your children, for your sisters and brothers”!



Mas e agora, José Reynaldo Figueiredo (vulgo pai)? Por ora, nenhuma maratona à vista! 

Em compensação, tenho novo objetivo e, mais uma vez, acho que vocês gostarão de me acompanhar. Talvez até mais agora, porque, afinal de contas, quem é que não tem como meta: EMAGRECER?!

Nessa esteira, o Marcão me indicou uma nutricionista esportiva, que é atleta profissional, treinou com ele e foi vice-campeã sul-americana de Cross, Vice‐campeã sul-americana dos 10000m e integrante de seleções brasileiras! Além de toda essa bagagem, a Debora Ferraz é uma daquelas pessoas doces, por quem é impossível não se ter empatia. Ela mora em Lins e vem para São Paulo de vez em quando,para ver atletas que acompanha. Foi numa dessas vindas que ela veio em casa, fez minha avaliação física e mil e uma perguntas.

E agora... tenho dois excelentes profissionais me acompanhando e monitorando sempre, por skype, por email, por mensagens no we chat... E ganhei mais uma planilha: aquela em que anoto as refeições e seus horários. É isso, acabaram os dias de cão (de dormir até mais tarde). Vida corrida mode on!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

"RUN, LOLA, RUN" + "RUN, FORREST, RUN"

Encontrei esse quadrinho no facebook de alguém, no ano passado. Tinha achado tão genial que lembrei dele e passei um tempo procurando na minha linha do tempo, porque queria muito compartilhá-lo com vocês!


Nunca assisti "Corra, Lola, Corra", mas tenho vontade, só pelo nome! (apesar de saber que não tem a ver com a corrida como esporte).

Quanto a "Forrest Gump", é um dos filmes mais extraordinários que já vi. E o Forrest realmente corre!
A propósito, não deixem de ver o trechinho do Forrest que coloquei num post logo no início do blog:

E esse fim de semana será importante para duas novas amigas:
Amanhã, 05/10, a Dani Galvão irá estrear na distância de 16km numa maravilhosa corrida na Disney!
Domingo, 06/10, a Lucia Delmanto irá virar maratonista!

Run, Dani, Run!
Run, Lucia, Run!

Meu pensamento estará com vocês!