sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Pelo Tejo vai-se para o mundo

Cá estou correndo na terrinha, entre uma burocracia e um passeio, entre uma faxina e um supermercado, entre uma chuva e um sol...

Mariana Passos, minha amiga lisboeta que vive em São Paulo, disse que dia 05/10 haveria maratona e meia aqui. E essa é uma da série Rock'n Roll. Meu pai correu uma dessas em San Diego, na Califórnia. A organização é muito boa! Mas, eu não estou treinando tanto para correr 21km agora...

Foi então que meu amigo João Xavier me deu a dica da corrida "Lisboa Corre Pela Paz". 10km, no próximo domingo, dia 28/09. A inscrição: 5€. Incrível! Eu me inscrevi facilmente pela internet, mas para pagar havia um número NIB, e como eu ainda não tenho conta bancária aqui, não conseguiria fazer a transferência para aquela conta com o número de referência. Precisei pedir ajuda... Paguei os 5€ ao João, que fez a transferência para mim. Daí, só precisei mandar por email o comprovante de pagamento e eles me responderam confirmando a inscrição e terminando com "saudações desportivas"! :)

Bem, ainda estou me adaptando a correr aqui. Sinto falta do Parque Ibirapuera... Mas ontem fiz uma corrida bem gostosa. Saí correndo de casa. (E aqui é bem comum as pessoas correrem na rua). Fui até a Av. Liberdade, desci a Rua Augusta e cruzei a Praça do Comércio (lá no Terreiro do Paço). Ali cheguei a beira do Tejo, onde corri mais um pouco até virar e fazer o caminho de volta.

Na beira do rio eu percebi que haviam palavras escritas em letras grandes. Era difícil de ler tudo correndo, mas logo reconheci os versos de Alberto Caeiro:

"Pelo Tejo Vai-se para o Mundo

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, 
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia. 
O Tejo tem grandes navios 
E navega nele ainda, 
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está, 
A memória das naus. 
O Tejo desce de Espanha 
E o Tejo entra no mar em Portugal. 
Toda a gente sabe isso. 
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia 
E para onde ele vai 
E donde ele vem. 
E por isso porque pertence a menos gente, 
É mais livre e maior o rio da minha aldeia. 
Pelo Tejo vai-se para o Mundo. 
Para além do Tejo há a América 
E a fortuna daqueles que a encontram. 
Ninguém nunca pensou no que há para além 
Do rio da minha aldeia. 
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada. 
Quem está ao pé dele está só ao pé dele."

(Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XX"
Heterônimo de Fernando Pessoa)

A corrida deixou de ser apenas atividade física...

E na beira do Tejo, um turista fazia um vídeo da cidade no qual acredito que eu tenha aparecido correndo... E foi assim, no cruzamento de ruas e avenidas de Lisboa, que me senti um pouco parte do cenário daqui, inserida na vida daqui...

E de repente, num paradoxo aparente, correndo, a gente começa a se fixar.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Correndo na metrópole

A vida anda correndo, e eu tenho corrido apenas andando. 

Cheguei em Lisboa, Portugal, onde ficarei pelos próximos dois anos. Ainda não me estabeleci completamente, mas consegui, dentre uma burocracia e outra, sair para uma corridinha!

Eis um registro do meu primeiro reconhecimento do território lisboeta, correndo.


O que achei muito interessante, foram essas várias ciclovias pela cidade, que são usadas também por corredores. Esta é uma opção para quem quer correr no Bairro Azul. Mas ainda pretendo descobrir outras.


Detalhe que havia garoado antes de eu sair para correr. Já correndo, apesar do calor, a garoa recomeçava e parava, mas num desses recomeços, transformou-se em chuva forte. Como eu estava com meu iphone e meu ipod (e não queria que estragassem), tive que encurtar a corrida, terminando meus primeiros quilômetros em Lisboa, encharcada!


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Olha quem está correndo também


Correndo na maratona de Québec
Sou daquelas pessoas que adoram citações... Desde pequena eu tinha um caderninho onde anotava frases que me pareciam bonitas. Depois, com os tempos do computador e da internet, criei um documento no Word, onde vou juntando citações de que gosto. E no meio de tantas frases, lá estava essa do dramaturgo, poeta e encenador alemão Bertolt Brecht:

"Todos correm atrás da felicidade, mas a felicidade está correndo atrás de todos."

O importante é que a gente não corra fugindo da felicidade, mas em sua direção e, de preferência, ao lado dela.

E falando em felicidade, hoje faz um ano que corri a maratona de Québec! O tempo correu!

Após a maratona, voltando a pé para o castelo
E enquanto o tempo corre, o mundo gira. E é nesse embalo que vou correr em outro cantinho do mundo. Eu e a felicidade. Estamos nos mudando para Portugal, para o meu mestrado. Nem sei ainda onde vou morar, mas sei que além dos estudos, haverá corrida, ora pois!

Espero que vocês me acompanhem... e que a felicidade acompanhe cada um de vocês! (ficou um pouco brega, mas é o efeito das despedidas) 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Parque Ibirapuera 60 anos

Há exatamente 60 anos, na data de hoje, "nasceu" um personagem importante na minha vida: o Parque Ibirapuera!





E para ele, dedico os versos de Carlos Drummond de Andrade, que embalam a comemoração de outra personagem da minha vida que, também esse ano, se torna sexagenária: a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

"Na paisagem dos [sessenta],
Minha alma canta, comovida,
O milagre da amizade,
Que renova minha vida."

Que na paisagem do Parque Ibirapuera continuemos correndo, pedalando, passeando, sozinhos, entre amigos, em família, sempre renovando nossas vidas!




              









(fotos tiradas por mim mesma, durante corridas ou caminhadas)

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Sinal Fechado

A querida jornalista Lygia Haydée, que já me enviou os testes:

(i) do Mizuno Wave Sayonarahttp://www.porissoeucorrodemais.com.br/2013/09/testando-o-mizuno-wave-sayonara-para.html;

(ii) do Soleus GPS FIThttp://www.porissoeucorrodemais.com.br/2014/01/testando-o-soleus-gps-fit-para-sport.html; e

(iii) do miCoach Smart Run adidas: http://www.porissoeucorrodemais.com.br/2014/05/testando-o-micoach-smart-run-adidas.html

está agora na O2 e me propôs participar de um debate sobre o que fazer se o farol (sinal, semáforo) está fechado.

Veja os prós e contras de trotar enquanto o farol está vermelho

Eis o resultado do debate:

http://o2porminuto.ativo.com/corrida-de-rua/debate-e-se-o-sinal-esta-fechado-2/?utm_source=redesocialutm_medium=posttimeline&utm_term=O2&utm_campaign=O2

E falando em farol, deixo a Elis cantar pra vocês "Sinal Fechado", do Paulinho da Viola e "Transversal do Tempo"...

"Olá, como vai?
Eu vou indo e você, tudo bem?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você?"
(trecho perfeito de "Sinal Fechado")

domingo, 17 de agosto de 2014

Green Club

Quem acompanha o "Por isso eu corro demais", sabe que se hoje eu corro (e gosto disso), é porque lá na infância meus pais me tiravam da cama pra ir ao parque aos domingos...

Muitas vezes eu fui relutante, mas com o tempo fui compreendendo a importância da atividade física, e das idas ao parque Ibirapuera (meu lugar preferido nessa São Paulo maluca).

É por isso que adorei quanto a Renata Martins me contou de seu novo projeto!

Trata-se do Green Club, uma espécie de acampamento urbano que reúne crianças de 6 a 11 anos, nos parques de São Paulo. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento e formação dessas crianças, as quais, por meio de práticas esportivas, atividades culturais e ecológicas, poderão divertir-se e aprender a respeitar o meio em que vivem.

Nas palavras da Renata:

"Junho de 2014... férias escolares antecipadas em função da Copa do Mundo de Futebol. Minha filha em casa, passando 1, 2, 3 dias conectada nos eletrônicos... Que aflição!
"- Filha, sai daí... Olha o sol... Vamos pro parque." E a resposta era sempre a mesma: "Não... É chato!"
Eu, como mãe, não entendia como poderia ser chato para uma criança de 8 anos ir ao parque brincar, tomar sol, se movimentar. Mas depois entendi que faltavam...: crianças.
Eu, como professora de Educação Física e empresária no ramo da Recreação, percebi a necessidade de uma organização que oferecesse atividades lúdicas e recreativas no parque. Uma espécie de acampamento urbano que unisse pais, filhos, famílias inteiras se divertindo ao ar livre.
Trabalhei, pesquisei, reuni os profissionais de educação físcica aptos para realizar esse projeto. Organizamos tudo... e assim nasceu o Green Club, que inaugura em outubro deste ano."




As reuniões acontecerão todo domingo, inclusive feriados, das 9h30 às 12h, no parque do Ibirapuera e no caso de muito frio ou chuva, as reuniões acontecerão na sua sede, em Moema. Lá, divertidas atividades indoor estão programadas, esperando pelas crianças.

O site está lindo! Vale a pena dar uma olhada: www.greenclub.com.br

domingo, 10 de agosto de 2014

Meu pai me ensinou a correr

Meu pai não me ensinou a andar... ele me ensinou a correr!

A gente corre, o tempo também, mas o amor é uma constante.

Esta foto não está muito nítida, mas essa, com número de peito e cabelos ao vento, sou eu! rs
Ao lado, de cinza, vermelho e preto, meu pai está me "puxando" numa corridinha de crianças.
A foto estava no álbum de 1994/1995, logo, eu tinha 6 ou 7 anos.

Eu e meu pai após cruzarmos a linha de chegada da minha primeira maratona.
Esta foto foi há quase um ano atrás, em 25/08/13.

domingo, 20 de julho de 2014

Correndo con las chicas

E não é que hoje é dia do amigo?! E sem querer querendo, passei não só o dia, mas o fim de semana com nove das mais queridas! 

Elas disseram que estavam levando roupa para correr... Achei legal, mas não botei tanta fé, afinal, sempre que viajo com a turma, acabo correndo, mas difícil que eles me façam companhia. Lembro de o Junior, o Picolé e o Val terem corrido uma vez comigo, e a Nana numa outra vez, mas isso deve ter sido em 2007/2008. Em todas as outras viagens, eles me apoiam, mas sempre acabo tendo apenas meu ipod e meu Garmin como companheiros... 

Mas não é que no sábado a Juju e a Tícia disseram que iam correr também?! E levaram suas camisetas de corrida (meu presente para incentivá-las a correr!) 

Juju, Tícia e eu. Créditos da foto para Martha Accurso.
Tícia, eu e Juju, sendo bobas. Créditos da foto para Martha Accurso.
Vendo a gente trocada, a Karen também se animou e logo foi nos encontrar! 

Eu só podia correr 3km e num ritmo tranquilo, de trote, por estar me recuperando de uma dorzinha no joelho. E então elas abraçaram minha quilometragem do dia. Corremos 3km e mais uns trocados, que garantiram a maior distância percorrida pela Tícia! :)

Para poupar o joelho da areia um tanto fofa e do declíve da praia, corremos num gramado do condomínio, mas em um curto trecho era preciso continuar pela praia. E lá estávamos nós quatro chegando. 

Karen, eu, Tícia e Juju, terminando a corrida. Créditos da foto para Martha Accurso.
Foto artística da Luciana Monteiro
No sábado à noite a Marininha e a Nana disseram que correriam na manhã seguinte. E, mesmo depois de um dia frio, acordamos num domingo de sol e céu azul! E eu tive companhia para os meus outros 3km!
Nana, Marininha e eu em uma sintonia de cores muito bem captada por Marilia Kotait.
Nana, Marininha e eu correndo.
Créditos da foto para Marilia Kotait.
Nana, Marininha e eu, terminando a corrida.
Créditos da foto para Marilia Kotait.
Tim Maia já dizia que quem não dança segura a criança. Lá, quem não correu, fotografou a corrida! E por isso, Marthinha, Lu e MK tiveram participações especiais!

Além de ter companhias agradabilíssimas, não senti dor no joelho! O Marcão me lembrou de continuar com o gelo e disse para correr 4km amanhã! Torcendo para que essa semana toda eu possa correr sem qualquer sinal de dor!

Fica aqui a minha homenagem às minhas amigas. Amigas para rir, correr, fotografar. Com elas eu corri feliz demais.

domingo, 13 de julho de 2014

Divas que Correm reunidas

Ontem tive o prazer de conhecer a famosa Giselli Souza, autora do blog Divas que Correm.

Giselli e eu no DC Running Club - Longão das Divas #2

A Gi é um exemplo na corrida. Com a corrida, parou de fumar, emagreceu muito, mudou seu estilo de vida e o de milhares de mulheres que ela incentiva diariamente. No ano passado ela virou maratonista. Correu sua primeira maratona sob o sol escaldante do Rio de Janeiro. Depois correu no segundo semestre em Berlim (#somostodosalemães hoje S2). Esse ano ela correu a maratona de Santiago, no Chile, e agora está treinando para correr a maratona de Buenos Aires, em outubro!!

Eu já conhecia a Giselli virtualmente, pelo blog dela, facebook e instagram, mas hoje nos encontramos lá na USP, no DC Running Club #2.

Abaixo copio a descrição da própria Giselli sobre esse "clube":

"Inspirado nos clubes de corrida americanos, o DC Running Club segue a mesma filosofia do blog Divas que Correm: promover a inclusão das mulheres na corrida e a união das atletas. Em parceria com o Branca Esportes, o Longão das Divas é um espaço para treinar e também compartilhar as experiências no esporte.

Quem já treina em algum grupo de corrida/academia/assessoria também está convidada a fazer parte do clube e treinar com a gente. Quem não tem treinador e se interessa em ter uma planilha personalizada à distância, nós oferecemos esse serviço em parceria com o meu treinador Gustavo Neves Abade (Branca Esportes Assessoria).

No local, teremos sempre um café da manhã, com frutas, pãezinhos, bolo e cafezinho, além de hidratação com água e isotônico em diversos pontos da USP. Para usufruir dessa infraestrutura, pedimos a colaboração de R$ 15.

Semanalmente, teremos atletas experientes convidadas, com o objetivo de mostrar às mais iniciantes que com dedicação, "sim, é possível a todas". O café das divas vai ocorrer sempre às 9h e os nomes das atletas e o mini-cv vcs vão sempre ver por aqui.

Dúvidas e sugestões: giselli@divasquecorrem.com"

Já tenho meu treinador, o Marcão, com quem vou querer treinar pra sempre, mas é sempre enriquecedor conhecer novos corredores! No caso das Divas que Correm, o público é feminino. Levei minha mãe, que é minha maior companheira de corrida. Conheci a Gi e a Mariana, uma portuguesa muito querida que está morando aqui!

minha mãe Marisa, Giselli e eu, depois de correr, numa manhã fria
Fica aqui a dica para as mocinhas!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Corre, Brasil!

Dois dias de pausa nos jogos da Copa... Antes de ontem, depois da partida da Bélgica x EUA, fiquei pensando: 5 dos 8 jogos das oitavas foram para prorrogação. Isso significa ao menos mais 30min de bola em campo, ao menos mais 30min de "corrida" (caminhada, trote, tiros...)!


E então, não é preciso entender de futebol para eu concordar com meu pai quando ele diz que a FIFA deve rever as antigas regras do futebol como a de que cada time tem direito a apenas 3 substituições em cada partida, sem que haja novas possibilidades de troca para o tempo extra correspondente à prorrogação.

A título exemplificativo, cada jogador da Seleção do Brasil tinha per-corrido em média 8km804m no jogo de abertura, contra a Croácia, já, contra o Chile (cujo jogo foi para prorrogação), a média de corrida (per-corrida) de  cada jogador da Seleção brasileira foi de 11km390m.

Pensei no seguinte paralelo: lá está você treinando para correr uma provinha de 10km, para a qual alguém te inscreveu, mas no dia você descobre que aquela prova na qual te inscreveram é, na verdade, uma meia maratona! E você, na adrenalina da hora, se joga nos 21km! Além de você cansar além da conta, pois não estava fazendo um treino específico, aumentam as chances de você se machucar... E olha que a corrida é um esporte beeem mais tranquilo que o futebol!

O que fica de lição dessa Copa de prorrogações é que é muito importante definirmos objetivos no esporte que nortearam os nossos treinos, para que lá no dia das provinhas não tenhamos tantas surpresas a encarar!

Bom, tá tendo Copa e amanhã vai ter jogo do Brasil!

Amanhã cedinho vou fazer a minha parte: suar a minha camisa correndo. À tarde, é a vez da Seleção!

Boa noite, Brasil! Corre Brasil!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Quando tudo parecer perdido...

Hoje de manhã, ouvi no rádio que uma pesquisa demonstrou o quanto o bom humor assim como o mau humor são contagiantes nas redes sociais...

Então, com esse vídeo, espero contagiá-los com bom humor e vontade de superação!

Força e bom início de semana!


terça-feira, 17 de junho de 2014

Correndo atrás da Brazuca

A corrida é fundamental para outros esportes, e em tempos de Copa, trago algumas curiosidades para vocês sobre a corrida no futebol!

Vamos ver quanto correm os jogadores de futebol da Seleção Brasileira atrás da nossa querida Brazuca!


Na abertura da Copa, no jogo contra a Croácia, a Seleção do Brasil correu 102.092 metros, o que dá uma média de 8.804m por jogador, ou seja, 8km804m.

Hoje, contra o México, os jogadores do Brasil correram 97.350 metros, resultando em, aproximadamente, 8.321m por jogador, isto é, 8km321m.

Agora, para os curiosos, trouxe mais algumas estatísticas da FIFA, com a quilometragem percorrida por cada jogador nos dois jogos do Brasil - contra a Croácia e contra o México:

Jogador
Distância percorrida BRA x CRO 
(em metros)
Distância percorrida BRA x MEX     
(em metros)
Julio Cesar
3,572
3,395
Dani Alves
10,348
10,137
Thiago Silva
8,079
7,791
David Luiz
8,961
8,256
Marcelo
9,211
9,205
Hulk
7,193

Paulinho
7,628
10,340
Fred
9,186
6,490
Neymar
9,538
9,400
Oscar
9,931
8,093
Ramires
940
5,334
Luiz Gustavo
11,166
9,911
Hernanes
3,419

Willian

1,105
Bernard
2,920
5,461
Jo

2,432

Eu que não entendo nada de futebol, farei apenas uma análise numérica e esta é a de que: o Brasil correu menos hoje do que na abertura! Claro que a quantidade de gols não é diretamente proporcional aos quilômetros percorridos, mas, comparando o jogo de hoje com o da semana passada, não faltaram apenas gols, "faltou" corrida! rs

Mais uma curiosidade! Até agora, a FIFA considerou que o jogador que mais correu na Copa foi Raphael Varane, da França, tendo percorrido em um jogo a distância de 9.386m e atingido uma velocidade máxima de 32,3km/h... o que significa (se minhas contas não estiverem erradas!) o ritmo aproximado de (pasmem!) 1 minuto e 51 segundos por quilômetrooo! Maaaas, é claro que ele não manteve esse ritmo por um quilômetro inteiro! Até porque, se fosse o caso, ele não estaria jogando futebol... ele seria recordista mundial de atletismo! Se é que isso seria possível, já que o recordista dos 1000m, o queniano Noah Ngeny, tem o tempo de 2:11.96! Portanto, essa velocidade a que chegou o jogador francês, durou apenas alguns metros.

Bom, pessoal, tudo muito bem, tudo muito bom, mas amanhã tenho treino de manhãzinha e preciso encerrar esse post.
A lição que deixo pra vocês brasileiros, é que: não existiria o futebol, se não fosse pela corrida!
Por isso... gostando de correr ou de jogar futebol, bora correr demais?!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Eu passarei, eles passarinhos

No dia mundial do meio ambiente, no melhor lugar para se começar o dia, cruzei com esses lindos cardeais...


domingo, 1 de junho de 2014

Meia-maratonando numa (Ale)manhã fria

O despertador tocou e precisávamos levantar naquela manhã fria de domingo, na Alemanha. No quarto de hotel, tomei um chá e comi alguma coisa que tínhamos das compras no supermercado.

Vesti uma bermuda que tinha zíper atrás, onde eu guardei um gel de carboidrato. A camiseta que escolhi era de manga comprida. Boné, Garmin, cinta do frequencímetro, meia, tênis, número de peito. Eu estava pronta. A sacola com uma troca de roupa para o pós-corrida já estava separada.

Todos prontos. Já no elevador, encontramos um alemão que também estava indo para a maratona. Apesar de termos visto mapas e pedido explicações, foi mais fácil segui-lo...

Saímos do hotel e, para nossa alegria...

"Chovia. Chovia uma triste chuva de resignação"
(verso do "Poema só para Jaime Ovalle", do Manuel Bandeira)

Resignada, saquei da sacola minha capa de chuva.

Seguimos o corredor alemão até a estação de metrô mais próxima dali. O transporte público era gratuito naquele dia para todos os inscritos na maratona de Düsseldorf. Acontece que, além do meu pai e do meu irmão, estávamos com a Ana, espanhola que meu irmão conhecera no intercâmbio e se juntara à nossa trupe dois dias antes, em Düsseldorf. Precisávamos comprar um bilhete de metrô para a Ana e não encontramos o lugar... Bem, ela estava com a gente e estávamos com pressa... o alemão que estávamos seguindo disse que naquele horário, por causa da maratona, não teria problema... E ele coroou a manhã com a frase: "No risk, no fun!" Não esquecemos mais (até porque saiu da boca de um alemão - de quem temos uma ideia de maior rigidez).


Passadas algumas estações, nosso novo amigo alemão disse para continuarmos e descermos na próxima, porque ele sairia ali para encontrar alguns amigos. Continuamos e seguimos outros passageiros com números no peito. Uma legião de encapuzados foi se reunindo. Todos procuravam abrigar-se um pouco daquela chuva, mas chegara a hora de guardar os casacos e capas no guarda volumes. E assim, não só as meias e os tênis, mas também nossas roupas começaram a ficar mais frias e pesadas.
meu irmão Lucas, prestes a debutar na maratona + eu + meu pai José Reynaldo, prestes a correr sua 13a. maratona

Caminhamos para a largada. A Ana teve tempo de tirar algumas fotos da gente. Ela me esperaria no km 21.


Na grade lateral, momentos antes da largada, muitas pessoas abandonavam suas capas e agasalhos.
Eis que a prova se inicia e os primeiros passos não encontravam espaço. Uma multidão nos cercava e correr era quase impossível.

O Marcão disse que eu não devia correr com meu pai e meu irmão, porque eles correriam os 42km, sendo que a segunda metade deles seria mais rápida que a primeira e eu correria apenas a primeira, e estava lá para buscar um recorde pessoal nos 21km.

No começo, meu pai foi me segurando, mas com 1,5km eu já criara asinhas nos pés e eles queriam voar mais rápido! Chegara a hora de eu seguir em frente, sozinha. Despedimo-nos e alcei meu vôo por entre diversos outros corredores.

Ainda havia muita gente aglomerada e eu ia me embrenhando pelos espaços vazios. Meu Garmin estava coberto com a manga comprida da camiseta e a proposta era exatamente não olhar nenhuma vez para ele. É claro que desde quando constatei que choveria do começo ao fim da corrida, fazendo tênis e roupas pesarem mais, eu já estava relevando aquela ideia de diminuir o tempo. De qualquer forma, eu já estava lá e, com ou sem recorde pessoal, eu decidi que aquele momento seria para me divertir.

Chovia e fazia frio, mas os quilômetros chegavam e passavam logo. Eu estava sozinha no meio de muitos estrangeiros e diferentemente de outras provas que corri no exterior, dessa vez eu não compreendia nenhuma frase que era dita ou que estava escrita nos cartazes exibidos por aquela gente que torcia nas ruas.

Não fosse por isso. Não deixei de festejar! Aqueles corredores ao meu lado estavam inscritos para os 42km, e como eu correria a metade disso, me sentia apta a fazer certas extravagâncias (das quais eles deviam se poupar) como: levantar as mãos para o alto, bater palmas, bater nas mãos dos torcedores, e gritar: "BRASIL!"

Às vezes sentia que um ou outro corredor olhava pensando: "Por que ela não poupa esse ânimo?" e muitas vezes me peguei pensando o quanto gostaria de explicar para eles que eu pararia no km 21, portanto, que não se preocupassem comigo ou que não se incomodassem se eu estivesse deixando alguns deles para trás! Deixei para trás um tão lindo com quem eu teria casado! rs. Percebi que ele queria ter me acompanhado, afinal, muitos homens não gostam muito de serem ultrapassados por mulheres! Mas, eu realmente não estaria naquele ritmo se fosse para encarar a maratona inteira!

Apesar disso, 21km era uma distância considerável e seria bem complicado clarificar a mente de pensamentos por todo aquele percurso. Acontece que todos os pensamentos me vinham à cabeça em outras línguas. Lá estava eu falando comigo mesma em pensamento, em inglês, em espanhol e até algumas coisas em francês. Por que cargas d'água? Bem, acho que era o espírito da viagem!

Lá estava eu, correndo de km em km no meio de desconhecidos. Dentre eles, marquei alguns que estavam sempre por perto. Um casal em que a mulher usava uma blusa rosa. Outro homem também estava sempre por perto, com uma blusa azul quase como quadriculada com tom de coral. Eram cores marcantes e eu decidi que não me afastaria muito dessas pessoas. Adotei eles como parâmetro para possivelmente estar mantendo um ritmo, que eu nem imaginava qual era.

O percurso era bem plano e isso facilitou muito a vida. Sempre que surgiam postos de hidratação, eu pegava um copinho de água, tomava os básicos 2, 3 golinhos e jogava o resto, para não ficar com o estômago pesado.

Me distraí algumas vezes e perdi uma ou outra plaquinha dos quilômetros e não queria perder a do 21. A essas alturas eu já havia pisado em poças caprichadas pra completar o enxarcamento do tênis. Eu queria chegar logo e comecei a perguntar se a marcação do 21 estava mesmo à frente. Conversei com um casal que me assegurou que ainda passaríamos pela metade. Contei que eu pararia ali e eles disseram que eu estava muito bem e que provavelmente conseguiria completar os 42 se quisesse. Fiquei um pouco tentada, confesso. Mas, eu não havia treinado como para minha maratona e eu não queria me arriscar a ter qualquer complicação ou lesão por um simples capricho de superação.

A marcação da metade da prova deles que seria a minha linha de chegada estava próxima. Então me despedi daquele casal simpático e fui "cruzar" a chegada que eu me determinara. E ela estava ali, junto do tapete que conectava-se ao chip, marcando meu tempo oficial para aquela distância. Pisei, levantei os braços em uma comemoração particular e logo bati no stop do Garmin. 1h55 e uns bons quebrados, mas que me mantinham abaixo da minha marca pessoal para os 21km de 1h57 e outros tantos quebrados!

Mãos e coração ao alto! E chovia. Chovia uma alegre chuva de bênção e satisfação.